
Vasos, cumbucas, potes e outras peças feitas com barro esculpidas a partir de técnicas utilizadas pelos povos originários que habitavam o Brasil antes da chegada dos europeus é a proposta da exposição que será realizada pela Escola Olaria Beiramar, a partir de terça-feira (8), até o dia 29 de agosto, no hall de entrada da Prefeitura de São José.
As 30 peças da exposição são utilitárias, que podem também ser usadas como decoração, foram desenvolvidas durante um semestre pelos professores e alunos da escola que há 18 anos forma ceramistas profissionais. Usando técnicas como o rolinho, acordelado e fiada, os ceramistas deram ao acabamento das peças, antes da queima, o brunido, que consiste no polimento feito com um seixo ou com uma pedra de ágata.

O processo serve para dar brilho, impermeabilização e facilitar a higiene da superfície de forma natural. Após essa etapa, os objetos foram levados ao forno em uma temperatura de 1.000ºC, e permaneceram com as cores originais da cerâmica.
Ventre materno
Para o mestre Geraldo Germano, um dos coordenadores da Escola Cerâmica Beiramar e idealizador da mostra, “o trabalho com a cerâmica écomo uma poesia feita com as mãos”. E a comparação vai além: “Eu diria: ‘enquanto o ventre embala o filho, nossas mãos abraçam a terra’, disse.
Geraldo salienta que a concepção dessa Mostra remete ao ventre materno, com peças que servem para conservar alimentos, transportar e armazenar água. “São peças abauladas – como os potes e os vasos – que lembram a barriga da nossa mãe”, avalia. Participam da mostra os alunos Albertina Santana, Ana Margarete Silva, João Ribas, Kátia Martins, Maria Fátima Monguilhott, Marleide Canale, Michelle Monguilhott, Rose Schmitz, Elizabete Regis, Eloisa Oliveira, Francisco Silva, Joel Pereira, Marilda Silva, Roberto Alvarenga, Ana Gonçalves, Adriana Castanho e os professores Newton Souza e Geraldo Germano. A abertura da mostra Cerâmica, Poesia das Mãos, será às 15h de terça-feira (8), no hall da Prefeitura de São José.

