
Em Florianópolis, a festa carnavalesca dá espaço ao empoderamento feminino, para o carnaval deste ano 3 blocos são organizados inteiramente por mulheres. As questões de gênero, o direito das mulheres e os temas da agenda feminina trazem um ambiente seguro para as mulheres curtirem os dias de folia.
Blocos organizados por mulheres
Cores de Aidê
Teve sua primeira edição em 2017 e traz para a folia da Capital um boco onde o principal tema são as mulheres.
“As mulheres do Bloco vem com os tambores na cintura afirmando que seus lugares são todos”, relata Sarah Massignan, idealizadora do Cores de Aidê.
O grupo também conta com Dandara Manoela, Nine Martins e Nattana Marques. Mulheres naturais do Morro do Quilombo, em Florianópolis, que participam ativamente do bloco de samba reggae.
A festa do bloco tras o tema “Que ouro é?”É o brilho de Oxum refletindo o Axé” e ocorre na sexta-feira (17 ), com início às 19h, na praça XV, no centro de Florianópolis.
Não me Kahlo
Bloco que também nasceu em 2017 na avenida Hercílio Luz, é fruto da parceria entre La Kahlo Bodega e Gandaia Cultural, atualmente é um do mais tradicionais blocos do município.
O grupo se posiciona contra a LGBTQIA+ fobia, contra o racismo e principalmente contra o machismo. Seus posicionamentos também defendem a igualdade de gênero e são contra qualquer tipo de opressão.Na terça-feira (21), das 15h às 20h30, na avenida Hercílio Luz, o bloco “Não me Kahlo” faz sua festa com o tema “Resistimos”.
Baque Muller
O bloco integra o Movimento Nacional de Empoderamento Feminino, é integrado por mulheres de cunho social e político da cultura negra.
Sua comemoração oco na sexta-feira (17), no centro da Capital. O movimento visa fortalecer a potencialização da expressão feminina e fará parte da 3ª edição do desfile Bloco Afro, junto com o Cores de Aidê.

