
Morreu na madrugada desta terça-feira (9) em São Paulo a cantora Rita Lee. Apontada como rainha do rock brasileiro, ela havia sido diagnosticada com câncer de pulmão em 2021, e desde então vinha lutando contra a doença.
Rita alcançou a marca de 55 milhões de discos vendidos, sendo a quarta artista brasileira nesse ranking, considerando homens e mulheres. Ela construiu uma carreira que começou com o rock mas que ao longo dos anos flertou com diversos gêneros, como a psicodelia durante a era do tropicalismo, o pop rock, disco, new wave, a MPB, bossa nova e eletrônica, criando um hibridismo pioneiro entre gêneros internacionais e nacionais.
Ex-integrante do grupo Os Mutantes (1966–1972) e do Tutti Frutti (1973–1978), participou de importantes revoluções no mundo da música e da sociedade. Suas canções, em geral regadas com uma ironia ácida ou com uma reivindicação da independência feminina, tornaram-se sempre presentes nas paradas de sucesso, sendo as mais populares “Ovelha Negra”, “Mania de Você”, “Lança Perfume”, “Agora Só Falta Você”, “Baila Comigo”, “Banho de Espuma”, “Desculpe o Auê”, “Erva Venenosa”, “Amor e Sexo”, “Reza”, “Menino Bonito”, “Flagra” e “Doce Vampiro”, dentre outras.

O álbum Fruto Proibido (1975), lançado com a banda Tutti Frutti, é comumente visto como um marco fundamental na história do rock brasileiro, considerado por alguns como sua obra-prima. Em 1976, começou um relacionamento amoroso com o guitarrista Roberto de Carvalho, que desde então tem sido o parceiro da maioria de suas canções. Tiveram três filhos, entre eles Beto Lee, também guitarrista, que acompanhava os pais nos shows. Rita era vegana e defensora dos direitos dos animais.
O velório de Rita Lee será aberto ao público, no Planetário do Parque Ibirapuera, em São Paulo, e se estenderá até o fnal da tarde de quarta-feira (10), quando enfim o corpo será cremado.

