
A cantora, compositora e intérprete Dandara Manoela, de Florianópolis, confirmou neta terça-feira (16) que fará sua primeira turnê pela Europa, em setembro. O primeiro espetáculo da viagem será no dia 14, em Vic, e dia 17 em Barcelona, na Espanha. Depois disso, ela se apresentará em Bari, matera, Taranto (Italia) e Porto, Lisboa, Coimbra e Setúbal, em Portugal.
Dandara conta que sua formação musical iniciou na igreja, onde teve aulas de teclado, canto coral e contato com bandas. Mas a música só virou profissão há três anos, quando se mudou para Florianópolis, onde lançou um CD junto com a banda de MPB autoral Seu Baldecir e participou de diversos shows pela cidade e região.
Em 2015, Dandara Manoela, a convite de Sarah Massí, entrou para o grupo Cores de Aidê, formado somente por mulheres. Nessa época, estudou canto e teoria musical na Escola Livre de Música, tendo como professores Julia Muniz, Cássio Moura, Leandro Fortes e Márcio Bicacco.
Em 2016, Dandara Manoela entrou no cenário do samba, fazendo parte de rodas, com grupos diversos. Participou pela primeira vez do “Mulheres do Samba”, ao lado de grandes cantoras e instrumentistas, maturando sua identidade enquanto artista na Ilha.
Atualmente, Dandara se dedica às suas criações e ao planejamento do seu primeiro álbum solo, que tem como objetivo ser um “Retrato falado”, na intenção de ser denuncia e expressão, riso e choro, registrando a história de luta e força que a artista, enquanto mulher negra, e suas ancestrais passaram pra chegar até aqui.
O mais recente trabalho de Dandara foi uma participação na gravação de “Fênix”, musica lançada no dia 11 de agosto pela também catarinense Amanda Cadore, que, além de Dandara, conta também com a voz de Joana Castanheira. Fênix faz\ parte do novo EP de Amanda, chamado ““Arrebentação – o mar como resposta”.
Para Dandara Manoela, Santa Catarina precisa ser ouvida. “Temos muitas potências na música e na arte no geral, muita gente criando, elaborando e rompendo muitas barreiras. Eu acredito que toda a vez que a gente se reúne, faz esse som e essas vozes chegarem cada vez mais longe, a gente fortalece a cena, mostrando toda essa potência. Estar ao lado dessas artistas que eu admiro e que eu acredito, me potencializa muito. Sinto que a gente fica mais forte”, acrescenta.


