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13 de julho: Dia Mundial do Rock é comemorado somente no Brasil

Ideia surgiu com radios alternativas nos anos 90 e foi abraçada pelos amantes da música

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13 de julho: Dia Mundial do Rock é comemorado somente no Brasil
Foto: divulgação

Nesse 13 de julho, amantes da música comemoram o Dia Mundial do Rock. Apesar da abrangência internacional do nome, a data só é celebrada no Brasil, onde desde os anos 90 são promovidos festivais em todas as regiões do país.

A data para celebrar o Dia do Rock foi escolhida em homenagem ao Live Aid, megaevento que aconteceu nesse dia em 1985, simultaneamente em Londres e na Filadélfia. A celebração é uma referência a um desejo expressado pelo músico Phil Collins, que participou do evento. Ele gostaria que aquele fosse considerado o “dia mundial do rock”. O Live Aid reuniu naquele ano artistas do gênero como Queen, Mick Jagger, Keith Richards, Ronnie Wood, Elton John, Paul McCartney, David Bowie, U2, Kiss entre outros.

No Brasil, a data passou a ser comemorada em meados dos anos 1990, quando duas rádios paulistanas dedicadas ao rock – 89 FM e 97 FM – começaram a mencionar a data em sua programação. A ideia caiu no gosto dos ouvintes, e passou a ser popular em todo o país.

Foto: divulgação

Alguns especialistas contestam a escolha do 13 de julho, que não tem respaldo fora do Brasil. Eles sugerem outras datas que seriam mais significativas para a história do rock e que, portanto, mereceriam ser o verdadeiro Dia do Rock. Entre elas, estão o dia 5 de julho, quando, em 1954, Elvis Presley, ao lado de Scotty Moore (guitarra) e Bill Black (contrabaixo), gravou uma versão de That’s All Right de Arthur Crudup e 9 de fevereiro, quando, em 1964, a banda The Beatles se apresentou pela primeira vez nos Estados Unidos.

Historiadores apontam que o Rock’in Roll nasceu nos anos 40, como um derivado do blues, do country e do r&b, nos Estados Unidos. Com o tempo, o Rock deu espaço para novos subgêneros, que até hoje se espalham pelo mundo. Mesmo que não exista um registro definitivo sobre a primeira banda de rock, muitos apontam Bill Haley and His Comets, em 1951.

Nos anos 50, Elvis Presley foi apontado como Rei do Rock, título que até hoje não ganhou substituto, mesmo com a morte do primeiro e único monarca. Do outro lado do continente, apareciam os meninos de Liverpool, os Beatles, que arrancaram suspiros em meio à beatlemania, além dos Rolling Stones.

No Brasil, o movimento intitulado de Jovem Guarda, de Erasmo Carlos, Roberto Carlos e Vanderlea abriu espaço para o Rock nacional, Celly Campelo foi a voz feminina que levou o rock aos quatro cantos do país, junto com Renato e seus Blue Caps, Golden Boys e o vozerão de Jerry Adriani. Depois disso, o Brasil não parou de lançar e criar nomes, dignos de um precioso relicário: Raul Seixas, Secos e Molhados e Mutantes, que nos deu a brilhante Rita Lee.

Os anos 80 foram também de ouro para o rock brasileiro, que chegou aos walkmans, às boates e vitrolas do país, no som de Legião Urbana, Capital Inicial, Skank, Titãs, Engenheiros do Havaí, Paralamas do Sucesso, Cássia Eller, Leo Jaime, Barão Vermelho, RPM, Blitz.

Com informações da Agência Brasil.

Róbinson Gambôa

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Róbinson Gambôa

Experiênte jornalista, atua na região da Grande Florianópolis, se dedicando aos factuais do dia a dia e também a matérias mais autorais com foco em temas diversos. Entre suas especialisdades está a editoria de política e segurança publica. Gambôa também contribui com conteúdo esportivo.

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