
O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), defendeu nesta segunda-feira (25) a idoneidade do seu partido ao comentar a doação de R$ 1 milhão feita por Henrique Vorcaro nas eleições de 2022. Henrique é pai de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Durante um evento da Amcham Brasil, Zema afirmou que o repasse ocorreu “sem nenhuma contra-proposta”. Além disso, o escândalo da instituição financeira não era público na época.
Posicionamento do Romeu Zema
“Acho que doaram para todos os partidos porque pensaram que talvez pudessem comprar o Novo como compraram o outro. Só que não compraram, não”, disparou o ex-governador, sem especificar a qual legenda se referia.
Em nota oficial, o partido Novo endossou a declaração, ressaltando que sempre divulga a origem de suas receitas e que mantém total independência política em relação aos seus doadores.
Críticas ao Flávio Bolsonaro
Por outro lado, Zema direcionou críticas severas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O motivo do embate é o vazamento de áudios que mostram o parlamentar articulando com Daniel Vorcaro o financiamento do filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro.
Nas conversas, Flávio chama o banqueiro de “irmão”. Diante disso, o pré-candidato do Novo classificou o empresário como “o maior bandido do sistema financeiro da história do Brasil”.
Embora Flávio Bolsonaro tenha minimizado o caso, alegando que o termo “irmão” é apenas um costume do meio evangélico e negando intimidade com o executivo, Zema manteve os ataques.
Por fim, o político mineiro alertou para os reflexos eleitorais dessa crise. Na sua avaliação, o escândalo trará sérios obstáculos para o campo da direita no pleito presidencial, tornando a disputa mais difícil do que em 2022.

