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Trump estuda cobrar de países árabes os custos da guerra contra o Irã

Proposta visa reduzir ônus dos EUA enquanto negociações com Teerã avançam nos bastidores

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Trump estuda cobrar de países árabes os custos da guerra contra o Irã
Foto: TOLGA AKMEN / POOL / EFE

A gestão de Donald Trump estuda formalizar um pedido para que nações árabes assumam os custos financeiros dos conflitos envolvendo o Irã. A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou a intenção nesta segunda-feira (30), destacando que a ideia alinha-se à visão estratégica do presidente de reduzir o ônus econômico dos Estados Unidos no exterior.

Financiamento regional

Durante coletiva de imprensa, Leavitt evitou antecipar anúncios oficiais, mas enfatizou o entusiasmo de Trump com a proposta. “Acho que é algo que o presidente estaria bastante interessado em convocá-los a fazer”, afirmou a secretária. Além disso, ela revelou que as discussões com Teerã para encerrar as hostilidades apresentam progressos significativos, apesar da retórica agressiva vinda do governo iraniano.

Segundo a porta-voz, existe uma diferença entre o discurso público do regime e o que as autoridades comunicam em canais privados. Nesse sentido, Leavitt assegurou que o Irã já concordou com pontos cruciais exigidos por Washington, contradizendo as posturas oficiais de “irrealismo” divulgadas por Teerã após os recentes ataques de mísseis contra Israel.

Ameaças econômicas

Por outro lado, o clima de otimismo diplomático divide espaço com alertas militares severos. Trump advertiu nesta segunda-feira que os poços de petróleo e as usinas de energia iranianas serão destruídos caso o regime não reabra imediatamente o Estreito de Ormuz, via vital para o escoamento global de energia.

“Já tivemos uma mudança de regime. O único regime foi dizimado, destruído… Estamos lidando com pessoas diferentes das que qualquer um já lidou antes”, declarou Trump a repórteres, referindo-se à neutralização de lideranças iranianas.

Ceticismo e fiscalização

Contudo, nem todos no governo compartilham da mesma certeza sobre a estabilidade da nova interlocução. O secretário de Estado, Marco Rubio, ponderou que, embora uma liderança mais razoável em Teerã seja uma notícia positiva, os EUA precisam estar preparados para o cenário oposto.

Em resposta a essa cautela, a Casa Branca garantiu que cada promessa feita pelo Irã passará por testes rigorosos de conformidade. Caso o regime descumpra os termos acordados nos bastidores, as consequências militares serão imediatas e severas.

Redação Guararema News

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