
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (1º) que acompanha de perto a eleição presidencial brasileira. Ao deixar a Casa Branca, em Washington, ele também classificou o pleito como “muito importante”, mas não mencionou candidatos ou detalhes da disputa.
“O Brasil é um país muito importante, um grande país, as pessoas no Brasil são fantásticas, é uma eleição muito importante”, declarou Trump a jornalistas.
Declaração ocorre em meio a tensão
A fala ocorre dias depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pedir que Trump não interfira nas eleições brasileiras. Em 28 de setembro, durante um evento de campanha em Belém, Lula afirmou que o pleito é uma decisão do povo brasileiro e pediu respeito à soberania do país.
Além disso, em entrevista à CNN, Lula disse em setembro que havia pedido a Trump que não interferisse nas eleições. Na ocasião, o presidente brasileiro afirmou que esperava que os Estados Unidos mantivessem uma relação diplomática sem interferência no processo eleitoral.
EUA negam intenção de interferir
Apesar das declarações e das suspeitas levantadas pelo governo brasileiro, o Departamento de Estado dos EUA afirmou que interferir em eleições de outros países não faz parte da estratégia do governo Trump.
A porta-voz Amanda Roberson também declarou à CNN Brasil que os Estados Unidos querem eleições livres e transparentes no Brasil e que respeitam a soberania do país.
Abin relatou suspeitas a europeus
Paralelamente, autoridades brasileiras de inteligência informaram representantes da França e da Alemanha sobre suspeitas de interferência dos Estados Unidos e da Rússia nas eleições de 2026, segundo informações obtidas pela Reuters.
O relato menciona possíveis ações atribuídas a Washington e Moscou, mas as suspeitas não equivalem, por si só, a uma comprovação de interferência. O governo dos EUA já negou intenção de atuar no processo eleitoral brasileiro.
Assim, a declaração de Trump acrescenta um novo elemento ao debate sobre a eleição brasileira. No entanto, até o momento, o presidente americano não declarou apoio público a nenhum candidato nem detalhou qualquer ação relacionada ao pleito.

