
O cenário político brasileiro volta a se concentrar na Praça dos Três Poderes nesta segunda-feira (2). A partir das 15h, o Congresso Nacional realiza a sessão solene que inaugura o ano legislativo de 2026. Sob a condução do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), o evento simboliza a harmonia institucional e define o tom das negociações para o semestre.
O Rito: tradição e simbolismo
A solenidade começa antes mesmo da entrada no plenário. Seguindo uma tradição que remonta à fundação da República, os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre, sobem a rampa do Palácio do Congresso após as honrarias militares. O protocolo inclui a execução do Hino Nacional, a revista das tropas pelos presidentes e a salva de 21 tiros de canhão disparada pela Bateria Caiena.
Integração entre os Poderes
Logo após a recepção externa, as autoridades se reúnem no Salão Negro. O encontro demonstra a coordenação entre as cúpulas: o presidente do STF, Edson Fachin, e o ministro da Casa Civil, Rui Costa, representam os poderes Judiciário e Executivo, respectivamente.
Portanto, dando continuidade ao rito, a sessão migra para o plenário da Câmara, onde as mensagens oficiais ganham voz:
- Executivo: O ministro Rui Costa entrega a mensagem presidencial detalhando as metas do governo.
- Judiciário: O ministro Edson Fachin apresenta as perspectivas do STF, em um momento de defesa da imagem da Corte após as recentes polêmicas envolvendo o Banco Master.
Pauta em destaque
Embora a cerimônia tenha caráter formal, o conteúdo das mensagens revela os embates reais que o Parlamento enfrentará. Entre as prioridades listadas pelo governo e pela base aliada, destacam-se:
- Segurança Pública: Reformas e novos investimentos no setor.
- Jornada de Trabalho: O debate sobre o fim da escala 6×1.
- Relações Internacionais: O avanço do acordo entre Mercosul e União Europeia.
Trabalho imediato
Diferente de anos anteriores, os parlamentares não terão tempo para “aquecimento”. Assim que a sessão solene encerrar com o discurso de Davi Alcolumbre, os deputados já iniciam uma sessão deliberativa às 18h.
Por fim, a urgência se deve ao prazo de validade de Medidas Provisórias cruciais, como o programa Gás do Povo e o crédito extraordinário para o setor rural, que precisam de votação imediata para não perderem a eficácia.

