
O presidente da Argentina, Javier Milei (LLA), declarou publicamente seu apoio à família Bolsonaro para as eleições presidenciais brasileiras de 2026. Em entrevista à CNN Argentina, Milei afirmou ter os Bolsonaros como “amigos” e expressou sua preferência por uma “solução com os Bolsonaros e não uma solução de socialismo do século XXI” no país vizinho. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) agradeceu o apoio, projetando a Argentina como um “parceiro comercial de verdade no Brasil a partir de 2027”.
Contudo, o anúncio da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República gerou forte turbulência no mercado financeiro nacional. No início de dezembro de 2025, a escolha do ex-presidente Jair Bolsonaro por seu filho provocou frustração e uma reação negativa imediata dos investidores. Desse modo, o dólar elevou-se em mais de 2%, fechando cotado a R$ 5,4328. Ou seja, o maior valor em quase dois meses, enquanto o Ibovespa registrou uma queda de 4,31%, encerrando a 157.369 pontos.
Essa reação negativa se explica pela quebra de expectativa do mercado. Especialistas indicavam que a chapa favorita e mais aguardada pelos investidores era com o atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), para a Presidência, e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro como vice. Portanto, a decisão de Bolsonaro de apoiar Flávio frustrou as projeções e desencadeou a turbulência observada nos principais indicadores econômicos.

