Região Santa Catarina

Possíveis PMs na segurança de Jair Renan viram alvo de pedido de apuração

Ofício pede esclarecimentos sobre possível atuação de policiais militares na segurança do vereador

Possíveis PMs na segurança de Jair Renan viram alvo de pedido de apuração
Foto: Divulgação / Reprodução - Redes Sociais

Um novo capítulo envolvendo o vereador Jair Renan Bolsonaro (PL), candidato a deputado federal por Santa Catarina, chegou à Câmara de Balneário Camboriú nesta quarta-feira (23). O vereador Marcelo Achutti (MDB) protocolou um ofício na Presidência da Casa para pedir esclarecimentos sobre a presença de seguranças particulares que acompanham Jair Renan nas dependências do Legislativo.

Além disso, Achutti levantou uma informação que pretende encaminhar para apuração. Segundo relatos que chegaram ao vereador, alguns desses profissionais seriam policiais militares da ativa. No entanto, o documento deixa claro que Achutti não trata a informação como fato confirmado.

O vereador recebeu relatos sobre a possível atuação de PMs em serviço particular de segurança. Por isso, ele pede que a Câmara esclareça quem são os profissionais, quantos acompanham Jair Renan e quais regras permitem a permanência deles no prédio público.

Caso a informação se confirme, Achutti quer que os órgãos competentes apurem a situação. A análise deve verificar se a atividade particular de segurança é compatível com as normas que regulamentam a atuação dos policiais militares.

Ofício questiona presença dos seguranças

No documento, Achutti pede que a Presidência informe quantos profissionais de segurança acompanham o gabinete de Jair Renan. Além disso, ele questiona se existe autorização formal para a permanência deles nas dependências da Câmara.

O vereador também quer saber quais regras orientam o acesso e a circulação desses profissionais. Da mesma forma, pede informações funcionais que possam ajudar a verificar eventual vínculo deles com órgãos públicos.

Achutti ainda defende que a Câmara aplique as mesmas regras de acesso e segurança a todos os gabinetes e parlamentares.

A nova cobrança ocorre um dia depois de uma discussão envolvendo os dois vereadores. Na terça-feira (22), a Câmara rejeitou, por 10 votos a cinco e uma abstenção, o pedido de Jair Renan para justificar uma falta e evitar o desconto proporcional no salário.

Durante a sessão, Achutti criticou a atuação do colega durante a campanha eleitoral. Ele também defendeu que Jair Renan se licencie temporariamente do mandato para disputar a eleição.

Vereador pretende acionar a Corregedoria

Achutti informou no ofício que pretende encaminhar uma representação à Corregedoria da Polícia Militar. O objetivo é verificar se algum policial militar da ativa exerce atividade particular de segurança.

Além disso, caso a denúncia se confirme, o vereador quer que a corporação avalie se a atividade segue a legislação e os regulamentos aplicáveis.

O próprio Achutti ressalta, porém, que não pretende antecipar qualquer julgamento sobre os profissionais citados. Segundo ele, os órgãos competentes devem realizar a apuração e esclarecer a situação.

Portanto, até o momento, não há confirmação pública de que os seguranças que acompanham Jair Renan sejam policiais militares da ativa.

Discussão começou após faltas

A nova cobrança ocorre após a sessão de terça-feira, quando Jair Renan tentou justificar uma ausência na Câmara. O vereador afirmou que precisava viajar para visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A maioria dos vereadores rejeitou o pedido. Com isso, a ausência segue sujeita ao desconto proporcional no subsídio.

Durante a discussão, Achutti também criticou o fato de Jair Renan estar em campanha para deputado federal. Segundo ele, o colega deveria se licenciar do mandato caso não consiga conciliar as atividades parlamentares com a campanha.

Jair Renan respondeu que precisava visitar o pai. Além disso, negou relação entre o pedido de abono e os recursos do Fundo Eleitoral.

Agora, a discussão ganhou um novo capítulo. Além das faltas e da atuação de Jair Renan durante a campanha, Achutti quer esclarecimentos sobre os profissionais que acompanham o vereador dentro da sede do Legislativo.

A eventual participação de policiais militares da ativa em serviços particulares, portanto, depende de confirmação e de análise pelos órgãos competentes.