
A defesa de Jair Bolsonaro entrega, nesta segunda-feira (6), o arsenal do ex-presidente à Polícia Federal, em Brasília. A medida atende a uma ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que também revogou o porte de arma e cancelou os registros de Colecionador, Atirador e Caçador (CAC) de Bolsonaro.
Lista de armamento
O confisco inclui 11 modelos de armas, entre pistolas, carabinas, fuzis e espingardas de diversas marcas, como Taurus, Glock, Springfield Armory e Typhoon. Os advogados informaram que quase todos os itens serão entregues hoje. A exceção fica por conta de dois equipamentos da fabricante Caracal, que já haviam sido enviados ao Tribunal de Contas da União (TCU) anteriormente, seguindo uma ordem judicial anterior do mesmo ministro.
Prisão domiciliar de Jair Bolsonaro
Mesmo com a entrega das armas, a situação jurídica de Bolsonaro não muda. O ministro Alexandre de Moraes decidiu manter a prisão domiciliar por tempo indeterminado. A decisão acompanhou um parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que concluiu não haver provas de falta grave que justificasse o retorno do ex-presidente ao regime fechado.
Moraes justificou a decisão citando a melhora no quadro de saúde de Bolsonaro, que se recuperou da broncopneumonia aspirativa e teve controle de outras comorbidades. Apesar disso, o ministro reforçou que as medidas cautelares continuam valendo.
Medidas cautelares
O ex-presidente segue sob monitoramento de tornozeleira eletrônica. Ele permanece proibido de usar redes sociais ou realizar comunicação externa sem o aval da Justiça. Por fim, Moraes avisou que, caso Bolsonaro descumpra qualquer uma dessas regras, a Justiça revogará a prisão domiciliar e o enviará de volta ao regime fechado.

