
O governo Lula acredita que o Brasil será um agente necessário na crise venezuelana, para facilitar a transição política e a retomada dos investimentos petrolíferos no país vizinho. O Palácio do Planalto prevê que os Estados Unidos irão contar com o auxílio brasileiro. O objetivo será pacificar a região e atrair empresas do setor após a captura de Nicolás Maduro.
Mesmo com a ofensiva militar de Donald Trump no último sábado (3), o presidente Lula mantém a visita aos EUA prevista para o primeiro semestre. A estratégia busca fortalecer o diálogo direto entre os dois chefes de Estado e assegurar influência sobre o novo comando em Caracas.
Além do foco diplomático, o governo Lula prioriza a boa relação com Trump por razões eleitorais. Assessores admitem que o alinhamento com a Casa Branca visa reduzir eventuais interferências do líder americano nas eleições brasileiras de outubro.

