
A CPMI do INSS tenta ouvir, nesta segunda-feira (23), em Brasília, a influenciadora Martha Graeff, ex-noiva do banqueiro Daniel Vorcaro, mas não consegue localizá-la, o que leva parlamentares a discutir a condução coercitiva para garantir o depoimento, considerado essencial para esclarecer suspeitas de irregularidades no caso.
Depoimento não ocorre e pressão aumenta
A comissão convocou Martha Graeff para depor, porém ela não compareceu. Além disso, ninguém a localizou até o momento. Com isso, o depoimento não aconteceu.
Por consequência, a pressão aumentou dentro da CPMI. Isso porque os parlamentares tratam a influenciadora como peça-chave da investigação. Ao mesmo tempo, mensagens trocadas com Vorcaro reforçam o interesse no depoimento.
Diante desse cenário, integrantes da comissão passaram a cobrar uma resposta rápida. Afinal, testemunhas convocadas precisam comparecer ou justificar a ausência de forma oficial.
Comissão reage e avalia medida mais dura
Diante da ausência, a CPMI passou a avaliar a condução coercitiva. Ou seja, a comissão pode obrigar a testemunha a prestar depoimento.
Além disso, o tempo pressiona. A CPMI se aproxima da reta final, e os parlamentares querem acelerar as oitivas. Por isso, qualquer atraso impacta diretamente o andamento da investigação.
Ao mesmo tempo, o fato de Martha Graeff residir nos Estados Unidos dificulta o processo. Ainda assim, a comissão não descarta medidas legais para garantir o depoimento.
Influenciadora entra no foco da investigação
A CPMI passou a mirar a influenciadora após a divulgação de mensagens atribuídas a ela e a Vorcaro. Nessas conversas, surgem referências a encontros com autoridades e movimentações financeiras.
Além disso, surgiram suspeitas de que bens possam ter sido registrados em nome dela. A defesa, no entanto, nega qualquer irregularidade.
Por isso, a comissão tenta esclarecer se há conexão entre o banqueiro, agentes públicos e possíveis práticas ilícitas. Nesse contexto, o depoimento se torna estratégico.
Caso envolve suspeitas de fraudes no INSS
A CPMI investiga um esquema amplo de fraudes que pode ter causado prejuízos bilionários a aposentados e pensionistas.
Segundo as apurações, criminosos teriam aplicado descontos indevidos em benefícios. Além disso, falhas no sistema podem ter facilitado as irregularidades.
Dessa forma, cada testemunho ajuda a montar o quebra-cabeça. Por isso, a ausência da influenciadora gera impacto direto na investigação.
Próximos passos pressionam investigação
Agora, a comissão analisa os próximos movimentos. Caso Martha Graeff não apresente justificativa formal, os parlamentares devem avançar com o pedido de condução coercitiva.
Enquanto isso, a CPMI segue ouvindo outras testemunhas e organizando as informações já coletadas. Ainda assim, o depoimento da influenciadora continua no radar.
No fim das contas, a lógica é clara, quem não comparece espontaneamente pode ser obrigado a falar.

