
O vereador Fernando Pegorini protocolou na Câmara de Itajaí um requerimento para criar uma Comissão Especial de investigação sobre fraudes em atestados médicos no município. A proposta surgiu após uma operação policial revelar um esquema de emissão irregular de documentos, supostamente usado para facilitar a liberação de criminosos de alta periculosidade no Complexo Penitenciário de Itajaí.
Durante a sessão desta terça-feira (5), Pegorini afirmou que a apuração não pode se limitar ao sistema prisional. Segundo ele, a comissão também deverá analisar possíveis reflexos na rede municipal de saúde e no setor privado, principalmente em casos de afastamentos suspeitos e prejuízos ao funcionamento de serviços essenciais.
Além disso, o vereador destacou que já vinha alertando sobre a atuação de uma possível “indústria de atestados falsos” na cidade. Com histórico ligado à área trabalhista, ele defendeu fiscalização rigorosa para proteger o serviço público e evitar impactos em áreas como saúde e educação.
Comissão quer cruzar dados e identificar padrões suspeitos
Pegorini também citou o episódio em que um médico investigado reagiu à operação e atirou contra um policial militar. Para o parlamentar, o caso reforça a gravidade das denúncias e exige resposta firme das instituições.
“Não é apenas um caso de polícia, é um esquema nojento. Onde está o juramento de salvar vidas quando um médico usa seu carimbo para fabricar doenças e soltar criminosos?”, declarou.
A comissão pretende atuar em conjunto com o setor de Recursos Humanos da Prefeitura para identificar padrões suspeitos, como excesso de afastamentos e encaminhamentos fora da curva. O objetivo é responsabilizar eventuais envolvidos, preservar recursos públicos e impedir que irregularidades comprometam a confiança da população nos serviços de saúde.

