
A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) notificou o Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (1º), sobre a manutenção técnica no equipamento de monitoramento utilizado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
Relatório da troca do aparelho
Segundo o relatório encaminhado à Corte, uma equipe realizou a troca do carregador da tornozeleira eletrônica na madrugada do último domingo, entre 0h34 e 1h03.
Embora o comunicado oficial não detalhe o motivo específico da substituição, a medida visa garantir a continuidade da transmissão de dados. Atualmente, Bolsonaro cumpre uma pena de prisão domiciliar de 90 dias e, por determinação judicial, tem a obrigação de manter o dispositivo carregado e funcional durante as 24 horas do dia.
Histórico de violação do Bolsonaro
A responsabilidade pela troca do componente coube à policial penal Rita de Cássia Gaio. A servidora já é conhecida por atuações anteriores envolvendo o ex-presidente. No ano passado, ela interveio quando Bolsonaro admitiu ter tentado violar o dispositivo utilizando um ferro de solda.
Além disso, devido a esse episódio de tentativa de dano ao patrimônio público, o ex-presidente chegou a ser transferido para a Superintendência da Polícia Federal, onde permaneceu por quatro meses antes de retornar ao regime domiciliar. Na época, a defesa alegou que uma mistura de medicamentos teria causado confusão mental no político.
Regras da prisão domiciliar
Bolsonaro obteve o direito de cumprir a pena em sua residência em Brasília na última sexta-feira, logo após receber alta hospitalar. Contudo, o regime impõe restrições severas:
- Visitas restritas: Familiares só podem acessar o local às quartas-feiras e sábados, em horários pré-estabelecidos.
- Exceções: Apenas a esposa Michelle, as filhas Laura e Letícia (por residirem no imóvel), além de médicos e advogados, possuem livre acesso.
- Monitoramento: O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, acompanha os relatórios de movimentação e pode solicitar novos esclarecimentos sobre o incidente com o carregador.
Em suma, o ex-presidente segue sob vigilância constante da PMDF enquanto cumpre a condenação de 27 anos e três meses de prisão relativa à ação penal sobre a trama investigada pela Justiça.

