
Moradores do condomínio Solar de Brasília II, no Jardim Botânico, em Brasília, passaram a reclamar da rotina após o ex-presidente Jair Bolsonaro voltar ao local na sexta-feira (27), depois de receber alta hospitalar e iniciar o cumprimento de prisão domiciliar por decisão do Supremo Tribunal Federal. As queixas surgiram em mensagens de um grupo de WhatsApp, porque os vizinhos temem aumento de barulho, aglomerações e problemas de segurança.
Moradores reagem e relatam incômodo
Assim que Bolsonaro retornou, os moradores começaram a se manifestar. Em seguida, as mensagens no grupo do condomínio ganharam tom de desabafo. Alguns vizinhos afirmaram que a tranquilidade acabou e, além disso, classificaram a situação como um “verdadeiro inferno”.
Ao mesmo tempo, outros moradores lembraram episódios anteriores. Segundo relatos, apoiadores costumavam se concentrar na região. Por isso, há receio de que a cena se repita, com carros de som, bandeiras e movimentação intensa.
Além disso, moradores destacaram que, durante o período em que Bolsonaro esteve fora, a rotina seguiu mais tranquila. Agora, no entanto, a expectativa mudou, e o clima voltou a ficar tenso dentro do condomínio.
Condomínio impõe regras e reforça controle
Diante da repercussão, a administração do condomínio agiu rapidamente. Primeiro, divulgou um comunicado interno. Em seguida, reforçou regras para evitar conflitos e garantir o cumprimento da decisão judicial.
Entre as medidas, o condomínio proibiu manifestações e aglomerações nas proximidades da residência. Além disso, intensificou o controle de acesso de visitantes e ampliou a vigilância.
Ao mesmo tempo, a Polícia Militar do Distrito Federal passou a monitorar a região com mais frequência. Dessa forma, a presença policial busca conter possíveis excessos e manter a ordem no local.
Ainda assim, a administração alertou os moradores. Caso haja descumprimento das regras, poderão ocorrer sanções legais, inclusive para quem facilitar acessos indevidos.
Prisão domiciliar muda rotina do local
Bolsonaro voltou para casa após cerca de duas semanas internado para tratar uma pneumonia. Na sequência, a Justiça autorizou o cumprimento da pena em regime domiciliar por 90 dias, com uso de tornozeleira eletrônica, devido ao estado de saúde.
Com isso, a rotina do condomínio mudou de forma imediata. Por um lado, aumentou a presença de segurança. Por outro, cresceram as restrições e a tensão entre os moradores.
No fim das contas, o caso mostra um efeito direto e prático. Quando uma figura pública entra em cena, o impacto não fica só na política. Ele invade o cotidiano. E, nesse cenário, o que está em jogo, antes de tudo, é algo simples, o direito ao sossego.

