
Nesta sexta-feira (8), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reagiu com irritação ao descobrir a articulação de Eduardo Bolsonaro (PL) para lançar André do Prado (PL) como candidato ao Senado por São Paulo nas eleições de 2026. O movimento gerou tensão imediata dentro do Partido Liberal (PL), aumentou o desconforto entre aliados e escancarou mais um racha no núcleo bolsonarista.
Segundo informações publicadas pela revista Veja, interlocutores próximos de Michelle Bolsonaro (PL) relataram que o ex-presidente teve uma forte reação ao saber da estratégia conduzida por Eduardo. Bolsonaro não aprovou a movimentação e interpretou a iniciativa como um gesto que pode enfraquecer sua liderança política e criar desgaste com sua base mais fiel.
Disputa interna ganha força
A possível candidatura de André do Prado (PL) ganhou força depois que o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) sinalizou apoio ao presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo. Além disso, Eduardo Bolsonaro (PL) confirmou publicamente o plano e declarou que pretende disputar como primeiro suplente da chapa, mesmo permanecendo nos Estados Unidos.
Com isso, a movimentação deixou de ser apenas uma conversa de bastidor e passou a provocar reações diretas dentro do partido. Parte da ala bolsonarista criticou a escolha e questionou a falta de alinhamento ideológico de André do Prado (PL) com o grupo mais conservador.
Resistência dentro do PL
Além da resistência ideológica, lideranças do partido também enxergam a aproximação de André do Prado (PL) com Valdemar Costa Neto (PL), presidente nacional do PL, como um fator de desconfiança. Para esse grupo, a escolha fortalece mais a estrutura partidária tradicional do que o projeto político defendido por Bolsonaro.
Por isso, aliados do ex-presidente passaram a tratar o episódio como um sinal de alerta. Eles avaliam que permitir esse avanço sem reação pode reduzir o protagonismo de Bolsonaro justamente no maior colégio eleitoral do país.
Senado vira peça-chave para 2026
A disputa pelo Senado em São Paulo já se transformou em uma das batalhas mais estratégicas da direita brasileira. Afinal, quem controlar essa vaga também ganha força na montagem da chapa estadual e no jogo presidencial de 2026.
Bolsonaro tenta manter o comando político do grupo, mas enfrenta turbulência dentro da própria família e do próprio partido. E na política, quando o ruído começa em casa, o eco costuma ser ainda mais alto.

