
A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu nesta sexta-feira (09) o inquérito que desvendou um esquema estruturado de fraudes em seguros veiculares em Brusque. A 1ª Delegacia de Polícia do município apurou crimes de estelionato, receptação qualificada e lavagem de dinheiro praticados entre março e setembro de 2025. Segundo a investigação, os envolvidos usavam o nome de uma associação de proteção veicular para conquistar vítimas, vender seguros sem cobertura e desviar valores. Por isso, o prejuízo pode chegar a R$ 1,5 milhão.
Como o golpe operava, passo a passo
Primeiro, os investigados ofereciam seguros inexistentes e firmavam contratos sem qualquer respaldo. Em seguida, ampliavam o esquema com a locação fraudulenta de veículos. Logo depois, repassavam os automóveis para oficinas e desmanches. Além disso, apropriavam-se de carros acidentados e realizavam a venda sem autorização dos proprietários. Assim, o grupo mantinha o fluxo constante de dinheiro e bens.
Ação policial e veículos localizados
Durante as diligências, a polícia agiu rapidamente e localizou veículos em oficinas da região. Em apenas um endereço, os agentes encontraram um Audi A3 e um Hyundai HB20. Ao mesmo tempo, as equipes avançaram nas perícias e identificaram carcaças e chassis recortados, o que reforçou a suspeita de desmanche irregular.
Receptação confirmada pelas perícias
Embora o responsável por uma oficina tenha alegado boa-fé, afirmando tratar os itens como sucata de seguradora, a análise técnica afastou essa versão. As perícias demonstraram inconsistências na origem dos veículos. Dessa forma, a investigação concluiu pela existência de fortes indícios de receptação e desmanche clandestino.
Lavagem de dinheiro para dar aparência legal
Paralelamente, o inquérito revelou a engrenagem financeira do esquema. Um dos investigados emprestava a máquina de cartão para simular pagamentos regulares. As transações variavam entre R$ 1 mil e R$ 1,5 mil. Logo após o desconto das taxas, os valores seguiam via Pix para o mentor do grupo. Assim, os envolvidos tentavam mascarar a origem ilícita do dinheiro.
Encaminhamento e alerta ao consumidor
Com a conclusão dos trabalhos, a Polícia Civil encaminhou o inquérito ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para análise e continuidade das medidas criminais. Ao todo, os agentes recuperaram 12 veículos. Em seguida, devolveram os bens aos proprietários ou os nomearam como fiéis depositários.
Por fim, a Polícia Civil reforça o alerta. Antes de fechar qualquer negócio, o cidadão deve verificar a autenticidade de documentos, contas bancárias e a idoneidade de empresas que oferecem seguros e proteção veicular. Atenção, informação e checagem reduzem riscos e evitam novos prejuízos.

