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Indústrias catarinenses sofrem com a falta de profissionais

SENAI busca resoluções para o impasse por meio da educação

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Indústrias catarinenses sofrem com a falta de profissionais
Foto: Divulgação/Fiesc

Atualmente, o Vale do Itajaí Mirim conta com mais de 2,8 indústrias e 41 mil trabalhadores no setor. Apesar do desenvolvimento tecnológico e da relevância econômica da região para a economia estadual, e até nacional, a competitividade das indústrias catarinenses sofre com um problema que afunila a produção: a falta de profissionais no mercado.

Esta questão vem sendo debatida pela Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), por meio principalmente do SENAI, que busca resoluções para o impasse através da educação.

Conforme o vice-presidente da regional da FIESC em Brusque, Edemar Fischer, o objetivo das instituições é reunir e preparar os novos profissionais, sem deixar de atender às demandas da indústria. “Buscamos as tendências seguidas pelo empresariado da região, que está sempre se atualizando tecnologicamente e necessita de profissionais para isso. Ao mesmo tempo, temos o SENAI oferecendo cursos que sejam atrativos, dinâmicos e modernos aos alunos”, completa ele.

Referência industrial

A região é referência dentro da produção automotiva, têxtil, confecção, couro e calçado, máquinas e equipamentos. Somente o município de Brusque conta com quase duas mil empresas e mais de 27 mil colaboradores dentro das indústrias do segmento.

Curso de modelagem forma profissionais

O observatório da FIESC monitora os principais setores do Vale do Itajaí Mirim que estão em expansão e, consequentemente, necessitam de novos profissionais. Entre eles está o setor têxtil, confecção, couro e calçados. Um dos cursos que busca suprir essa lacuna, portanto, é o curso técnico em Modelagem do Vestuário que capacita os alunos para atuar em todas as etapas do desenvolvimento de peças de vestuário.

Da criação de moldes à aplicação de tecnologias de ponta, o curso prepara profissionais para atender tanto indústrias locais quanto mercados mais exigentes. “O objetivo é formar profissionais que atendam às necessidades da indústria da moda de nossa região. O profissional que trabalha com modelagens realmente vai atuar com as diversas formas de desenvolver o molde, nossas aulas preparam o aluno com o que existe de mais novo e tecnológico. Os profissionais saem daqui praticamente com vaga garantida”, reforça Fabiane Fantoni Winter, coordenadora de educação profissional do Senai.

Seguindo a presidente do Sindicado Patronal do Vesturário de Brusque (Sindivest), Patricia Conti, a indústria está sempre aberta e precisando de cursos profissionalizantes em todas as áreas, desde a base da produção até a parte da liderança. “Percebemos essa busca do SENAI, ao lado da indústria, para sanar essas lacunas nos nossos Recursos Humanos. Então, tanto na modelagem quanto para costura, penso que juntos conseguimos construir cenários diferentes, com mais profissionais em mercados capacitados”, comenta.