
A Polícia Militar conduziu um atleta à Delegacia de Polícia Civil neste domingo (11), em Brusque, no Vale do Itajaí, após uma ocorrência envolvendo uma medida protetiva de urgência. A ex-companheira dele, que também participava da corrida Corra por Elas, acionou o botão do pânico ao encontrá-lo no evento.
Segundo a Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC), a mulher relatou que o ex-companheiro passou várias vezes perto dela e direcionou olhares a ela durante a prova. Além disso, afirmou que ele permaneceu no local, o que a fez sentir-se ameaçada. Diante da situação, ela acionou a polícia.
A corrida ocorreu na Avenida Hugo Schlösser, no bairro Jardim Maluche. Em seguida, os policiais abordaram o atleta para verificar as circunstâncias da ocorrência.
Atleta apresentou sua versão aos policiais
Durante a abordagem, o homem afirmou que possuía autorização judicial para participar da corrida. Entretanto, os policiais avaliaram que as aproximações repetidas e o comportamento relatado pela mulher poderiam configurar descumprimento da medida protetiva.
Por esse motivo, a equipe conduziu o atleta à Delegacia de Polícia Civil para os procedimentos cabíveis. A ocorrência, porém, não representa uma condenação, e a apuração deverá esclarecer as circunstâncias do caso.
Medida protetiva estava em vigor
A mulher solicitou a medida judicial após o fim de um relacionamento de aproximadamente três meses. Conforme seu relato à polícia, o término envolveu episódios de violência psicológica e ofensas. Por isso, ela buscou proteção judicial.
De acordo com a Lei Maria da Penha, o descumprimento de medida protetiva de urgência constitui crime. A legislação prevê pena de reclusão de dois a cinco anos, além de multa.
Agora, a Polícia Civil deverá realizar os procedimentos necessários para apurar os fatos e verificar as circunstâncias do possível descumprimento da ordem judicial.

