
Um homem de 68 anos foi preso na sexta-feira (9), suspeito de disparar contra lanchas da fabricante Fibrafort, em Itajaí, no litoral Norte de Santa Catarina. Um dos tiros quebrou o vidro de uma embarcação e feriu um funcionário terceirizado da empresa. Segundo a Polícia Civil, o investigado teria agido porque se incomodava com as marolas provocadas pelos barcos no rio.
A Delegacia de Polícia de Navegantes conduziu a investigação e identificou o imóvel de onde teriam partido os disparos. Para isso, os policiais contaram com o apoio de representantes da fabricante.
O primeiro episódio ocorreu em 1º de setembro, por volta das 14h50. Na ocasião, um tiro atingiu a janela de uma lancha e estilhaçou o vidro. Com o impacto, fragmentos atingiram o pescoço do trabalhador, que sofreu escoriações.
Já em 22 de setembro, o suspeito teria voltado a atirar contra as embarcações. Dessa vez, ninguém ficou ferido.
Polícia encontra arma modificada durante buscas
Ao longo da apuração, os investigadores localizaram a residência do suspeito, situada às margens do rio, em Navegantes. Conforme a Polícia Civil, o homem acreditava que as ondas geradas pelas embarcações provocavam danos à propriedade dele.
Além disso, durante uma diligência para levantar informações e solicitar a busca e apreensão, os policiais perceberam uma movimentação suspeita. Ao notar a aproximação de uma embarcação, o homem entrou em um compartimento externo da casa, possivelmente para buscar a arma. No entanto, ao perceber a presença dos agentes, voltou sem portar armamento.
Posteriormente, durante o cumprimento do mandado judicial, os policiais encontraram uma espingarda calibre .22 modificada e munições justamente no local onde o idoso havia entrado. Diante da descoberta, os agentes o autuaram em flagrante e o encaminharam ao presídio de Itajaí.
Empresa confirma disparos e afirma que trabalhador passa bem
Em nota, a Fibrafort confirmou os dois episódios e informou que o profissional terceirizado recebeu atendimento médico e suporte da empresa. Apesar dos ferimentos provocados pelos estilhaços, ele não sofreu lesões graves.
A fabricante também declarou que registrou boletins de ocorrência e acionou a Polícia Civil e a Delegacia da Capitania dos Portos da Marinha do Brasil. Por fim, a empresa ressaltou que realiza os testes de suas embarcações no rio de acordo com as normas vigentes.

