
Dias após o incêndio no Terminal da JBS, o Porto de Itajaí deu início, nesta semana, a uma nova fase no enfrentamento da ocorrência. A prioridade agora é apurar as causas, identificar responsabilidades e ampliar medidas de prevenção para evitar novos incidentes.
Representantes do Porto, da JBS Terminais, do Corpo de Bombeiros Militar, da AMBIPAR, da Guarda Portuária e trabalhadores portuários participaram de uma reunião técnica para discutir os próximos passos da investigação. O superintendente Artur Antunes Pereira acompanhou o encontro.
Segundo Artur, o Porto agiu rapidamente ao colocar em prática o Plano de Auxílio Mútuo do Complexo Portuário. A ação garantiu resposta imediata no momento mais crítico. Com a emergência controlada, o foco passou a ser a apuração técnica e o fortalecimento da segurança operacional.
De acordo com o superintendente, a comissão vai ouvir todos os envolvidos, analisar os fatos e propor protocolos mais rígidos. Ele também destacou a necessidade de proteger os trabalhadores portuários, considerados essenciais para a operação diária.
Força-tarefa evitou agravamento e operações seguem normais
O Corpo de Bombeiros de Itajaí detalhou a dimensão da resposta ao incêndio. Conforme o capitão Ricardo Alberto Dummel, cerca de 30 mil litros de água foram usados no combate às chamas. A operação mobilizou equipes de Itajaí, a autoescada mecânica de Balneário Camboriú e uma embarcação para alcançar áreas de difícil acesso.
Além disso, a atuação conjunta entre bombeiros, brigadistas e equipes de apoio foi decisiva para controlar rapidamente a situação e impedir danos ainda maiores.

Paralelamente, equipes ambientais seguem monitorando drenagens, bueiros e saídas fluviais. O objetivo é evitar impactos ao rio e preservar a segurança ambiental da região. Apesar do incêndio, o Porto de Itajaí mantém todas as operações normalmente. Além disso, a movimentação de cargas continua sem prejuízos.
Ao final, a Superintendência agradeceu o trabalho do Corpo de Bombeiros Militar, da brigada interna, da Guarda Portuária, da AMBIPAR e de todas as instituições envolvidas. De acordo com o órgão, a atuação rápida, técnica e coordenada foi fundamental para controlar a ocorrência e garantir a segurança no complexo portuário.

