
Suzane Von Richthofen, condenada pelo assassinato dos próprios pais, voltou ao centro de uma disputa familiar. Desta vez, a Justiça de São Paulo a nomeou inventariante do espólio do tio, Miguel Abdalla Netto, cuja herança é estimada em R$ 5 milhões.
Segundo o jornalista Ullisses Campbell, autor do livro Tremembé, a decisão partiu da 1ª Vara da Família e Sucessões do Foro Regional II de Santo Amaro. A juíza Vanessa Vaitekunas Zapater assinou o despacho, conforme revelou o colunista em publicação no jornal O Globo.
De acordo com a decisão judicial, apenas Suzane se habilitou formalmente no processo como herdeira. Assim, foi a única a cumprir todas as exigências legais para participar do inventário. Ainda conforme o processo, Silvia, prima e ex-companheira de Miguel, também tentou assumir a função de inventariante.
No entanto, a magistrada entendeu que Silvia não possui preferência sucessória. Pela legislação brasileira, sobrinhos são parentes colaterais de terceiro grau e, portanto, têm prioridade na linha de herança em relação aos primos, classificados como parentes de quarto grau. Dessa forma, Suzane ficou à frente na ordem legal de sucessão.
Apesar da nomeação, a Justiça impôs limites à atuação de Suzane. A decisão autoriza apenas atos de conservação e manutenção do patrimônio, como o pagamento de despesas básicas e a preservação dos bens. Por outro lado, a venda, a transferência ou o uso pessoal de valores e propriedades ficam proibidos sem autorização judicial expressa.

