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Fim da escala 6×1: relator prevê votação na Câmara em 26 de maio

Comissão especial da Câmara avalia impactos econômicos e sociais antes da votação

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Fim da escala 6×1: relator prevê votação na Câmara em 26 de maio
Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados

O deputado Léo Prates (Republicanos-BA) apresentou, na terça-feira (05), o plano de trabalho sobre a redução da jornada. Assim, o texto prevê a votação do parecer sobre o fim da escala 6×1 no dia 26 de maio, na comissão especial da Câmara.

Atualmente, a Câmara analisa duas PECs e um projeto do governo Lula. Hoje, a jornada máxima é de 44 horas semanais. A proposta já passou pela CCJ e, agora, segue em comissão especial. Depois disso, o plenário votará o texto e, se aprovado, ele seguirá para o Senado.

Além disso, segundo o relator, a comissão analisará impactos sociais, econômicos e jurídicos. Também ouvirá trabalhadores, comparará experiências internacionais e buscará consenso sobre o tema.

Cronograma e próximas etapas

Prates organizou 11 reuniões. O colegiado se reunirá às terças e quartas em Brasília e, ao mesmo tempo, realizará audiências nos estados às quintas. Inicialmente, a Paraíba será o primeiro destino.

O relator afirmou que pretende votar o texto na comissão em 26 de maio. Em seguida, o presidente da Câmara, Hugo Motta, deve levar a proposta ao plenário no dia 27.

O cronograma inclui cinco audiências públicas. Nessas reuniões, os participantes discutirão o uso do tempo de trabalho, os impactos econômicos e sociais e, por fim, os limites e possibilidades da medida sob a visão de empregadores e trabalhadores.

Propostas e impactos

Uma PEC, da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), propõe jornada de quatro dias por semana. Já outra, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), reduz a carga para 36 horas semanais. Além dessas, o governo propôs reduzir a jornada para 40 horas e a escala para cinco dias.

Por outro lado, a Confederação Nacional da Indústria estima aumento de até R$ 267 bilhões por ano nos custos. Da mesma forma, o Ipea calcula alta de 7,84% no custo do trabalho. Ainda assim, o impacto na indústria e no comércio pode ser inferior a 1%.

Ao mesmo tempo, o governo aponta que 37,2 milhões de trabalhadores atuam mais de 40 horas semanais. Além disso, o país registrou 500 mil afastamentos por doenças relacionadas ao trabalho em 2024.

Por fim, representantes do setor produtivo alertam para o aumento de custos. Em contrapartida, economistas defendem ganhos de produtividade, com mais qualificação, inovação e investimentos em infraestrutura.

Alice Soares

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Alice atua na cobertura do Guararema News na região da Grande Florianópolis. Com foco em temas do cotidiano de quem vive na região, a jornalista contribui com apuração e pesquisa de notícias nacionais, incluindo temas voltados ao entretenimento.

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