
Uma suspeita de vazamento de gás mobilizou equipes de segurança e levou servidores a deixar rapidamente o prédio do Supremo Tribunal Federal (STF), no início da noite desta segunda-feira (23), em Brasília. O alarme de emergência tocou por volta das 18h10 e orientou a saída imediata das pessoas que estavam no edifício-sede e também no Anexo 1.
Logo após o alerta, brigadistas do tribunal iniciaram o protocolo de segurança. As equipes percorreram corredores, salas e setores administrativos para garantir que todos deixassem os prédios. Ao mesmo tempo, os profissionais verificaram a possível origem do problema.
De acordo com as primeiras informações, a suspeita surgiu a partir de um possível vazamento de gás na copa localizada no terceiro andar do edifício-sede. O espaço abriga setores administrativos importantes, entre eles a presidência da Corte.
Enquanto realizavam a verificação, os brigadistas analisaram toda a estrutura do andar e monitoraram o ambiente. Cerca de 30 minutos depois, as equipes descartaram qualquer risco e permitiram o retorno dos servidores às atividades.
Além disso, o caso não gerou acionamento do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, já que as equipes internas controlaram a situação e concluíram rapidamente a vistoria no local.
O edifício-sede do STF concentra espaços institucionais importantes, como o plenário onde os ministros realizam julgamentos, o gabinete da presidência e o salão nobre destinado a eventos oficiais. Entretanto, às segundas-feiras o funcionamento costuma ser mais administrativo, sem sessões presenciais de julgamento.
Visita de Michelle Bolsonaro ocorreu horas antes
Horas antes do incidente, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro esteve no tribunal para uma reunião com o ministro Alexandre de Moraes. Durante o encontro, ela reforçou o pedido de prisão domiciliar para o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Bolsonaro cumpre pena superior a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado e permanece internado desde 13 de março após desenvolver um quadro de broncopneumonia. Ainda na segunda-feira, ele deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e seguiu para um quarto no Hospital DF Star, em Brasília. No entanto, a equipe médica ainda não divulgou previsão de alta hospitalar.

