
Filho de catarinenses, Leandro Konder, que morreu em 2014, é apontado como o principal filósofo marxista brasileiro de todos os tempos. Nove anos após sua morte, a PUC de São Paulo inaugurou na quinta-feira (29) um espaço onde disponibiliza aos visitantes todo o acervo pessoal do escritor, autor de 27 livros, como O Que É Dialética, Marx: Vida e Obra e A Cidade de Cada Um.
Leandro Konder foi professor do Departamento de Educação da PUC-Rio e reuniu uma coleção variada de livros de humanidades. Para a Diretora da Divisão de Bibliotecas e Documentação (DBD), Ana Ribeiro, a doação recebida da família do intelectual é motivo de comemoração pelo valor concreto e simbólico que representa.

Leandro era filho de Valério Konder, nascido em Itajaí, médico sanitarista que atuou com destaque no combate à malária nas Regiões Norte e Nordeste do Brasil, e de quem o filho herdou a ideologia comunista. Valério era irmão de Adolfo Konder, político que deu o nome ao antigo estádio do Avaí, em Florianópolis. O pai de Valério e avô de Leandro foi Marcos Konder, prefeito de Itajaí e por diversdas vezes deputado estadual em Santa Catarina.
Leandro Konder formou-se em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde também se tornou doutor em Filosofia, em 1984. Atuou como advogado criminalista e trabalhista, mas teve a carreira jurídica interrompida pelo golpe de 1964, que o obrigou a sair do país. Na Europa, iniciou a carreira acadêmica na Alemanha e na França, com retorno ao Brasil somente em 1978. No país, foi docente do Departamento de História da Universidade Federal Fluminense (UFF) entre 1984 e 1997 e, depois de 1985, ingressou no Departamento de Educação da PUC-Rio. Com seus livros, deixou uma produção como ensaísta, articulista e ficcionista. Leandro Konder morreu aos 78 anos, em 2014, em decorrência de complicações do mal de Parkinson.

