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Anvisa abre caminho para entrega de remédios por aplicativos

Agência retirou restrições contra iFood, Rappi, Mercado Livre, Americanas e Submarino, mas manteve as exigências sanitárias

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Anvisa abre caminho para entrega de remédios por aplicativos
Foto: Rafa Neddermeyer / Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) revogou, nesta segunda-feira (10), as medidas que proibiam grandes plataformas digitais de comercializar, distribuir e divulgar medicamentos. Com isso, a decisão alcança empresas como iFood, Rappi, Mercado Livre, Americanas e Submarino.

No entanto, a mudança não autoriza as plataformas a vender remédios imediatamente. Na prática, a Anvisa apenas derrubou as proibições anteriores. Agora, as empresas precisam aguardar uma regulamentação específica e, além disso, cumprir todas as normas sanitárias.

O que a Anvisa mudou?

Antes da decisão, a Anvisa proibia iFood e Rappi de comercializar, distribuir e anunciar medicamentos. Ao mesmo tempo, a agência impedia Mercado Livre, Americanas e Submarino de vender e divulgar esses produtos.

Porém, a Lei nº 15.357, sancionada em março de 2026, mudou esse cenário. A nova legislação autoriza farmácias e drogarias licenciadas a contratar plataformas digitais para realizar a logística e a entrega de medicamentos aos consumidores.

Dessa forma, a Anvisa retirou as restrições que já não acompanhavam a legislação. Além disso, a agência já havia liberado a Shopee de uma proibição semelhante na quinta-feira (6).

Os aplicativos já podem vender medicamentos?

Ainda não. Embora a Anvisa tenha revogado as restrições, a medida não entrega uma autorização automática às plataformas.

Primeiro, as empresas precisam atender às exigências sanitárias. Depois, também deverão seguir a regulamentação específica que a Anvisa ainda vai publicar.

Confira as principais regras:

  • Apenas farmácias e drogarias licenciadas poderão vender medicamentos;
  • As plataformas digitais poderão intermediar a logística e a entrega;
  • As empresas deverão cumprir todas as normas sanitárias;
  • A Anvisa ainda publicará regras específicas para esse tipo de operação;
  • Medicamentos que exigem receita continuarão sujeitos aos controles legais;
  • Vendedores sem licença não poderão anunciar remédios livremente.

Portanto, os aplicativos poderão conectar consumidores e farmácias regularizadas. Contudo, os estabelecimentos farmacêuticos continuarão responsáveis pela venda, pela orientação ao paciente e pela entrega correta dos produtos.

O que muda para o consumidor?

A decisão poderá ampliar as opções de entrega e facilitar o acesso aos medicamentos. Entretanto, o consumidor precisará verificar se uma farmácia ou drogaria licenciada fornece o produto.

Além disso, as plataformas deverão identificar com clareza o estabelecimento responsável pela venda. Assim, o comprador poderá conferir a procedência do medicamento e saber a quem recorrer em caso de dúvida ou problema.

Já os medicamentos controlados continuarão sujeitos a regras mais rígidas. Nesses casos, a farmácia precisa conferir a receita, orientar o paciente e manter os registros exigidos pelos órgãos de fiscalização.

A Anvisa determina que a entrega remota siga as mesmas exigências aplicadas à venda presencial. Portanto, a plataforma digital não poderá ignorar receitas, prazos ou limites de quantidade.

Assim, a decisão moderniza a entrega de medicamentos, mas não transforma os aplicativos em farmácias. As plataformas poderão atuar como canais de logística e comércio eletrônico, enquanto farmácias e drogarias licenciadas continuarão responsáveis pela venda e pelo cumprimento das normas sanitárias.

Ismael Melo

Sobre o autor

Ismael Melo

Jornalista do Guararema News, Ismael Melo atua na Grande Florianópolis com foco na cobertura de economia e política regional e nacional. Também produz conteúdos sobre acontecimentos factuais, esportes e temas de repercussão no Brasil. Além disso, possui experiência em radiojornalismo, comunicação institucional, produção audiovisual, podcasts e gestão de conteúdo para diferentes plataformas.

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