
A Polícia de Parques dos Estados Unidos prendeu na sexta-feira (19) o ex-canoísta olímpico David Hearn, de 67 anos. Ele é acusado de vandalizar o espelho d’água do Memorial Lincoln, na capital americana. O monumento reabriu há duas semanas após reforma de US$ 14,7 milhões. O governo Donald Trump acusa o ex-atleta de crime e sabotagem, mas Hearn afirma que apenas tocou em uma placa que já estava solta.
Versões do ex-atleta e do governo
Agentes da Guarda Nacional e da polícia prenderam Hearn após vídeos nas redes sociais mostrarem o ex-atleta perto da água. Ao jornal Washington Post, ele negou o crime. “Não vandalizei nada. Não destruí, não quebrei nem arranquei nada”, disse. Ele responde em liberdade por destruição de propriedade pública e vai a julgamento em 9 de julho.
O presidente Donald Trump afirmou, na rede Truth Social, que criminosos atacaram o local intencionalmente com produtos químicos corrosivos. Ele disse que as autoridades prenderam outras pessoas, mas omitiu provas. Diante disso, a Polícia e o Ministério Público mantiveram silêncio sobre o caso.
Obra com problemas
Além disso, a polêmica começou antes da prisão. Visitantes e jornais locais flagraram placas de revestimento soltas no fundo do espelho d’água e acúmulo de algas esverdeadas. Por fim, a oposição afirma que os problemas decorrem de falhas na execução da reforma milionária, e não de vandalismo.

