
A Polícia Civil de Santa Catarina investiga, principalmente, briga por bebida e ciúmes como principais hipóteses para o duplo homicídio que matou o ex-jogador Ivan Fiel da Silva, conhecido como Brasão, e o empresário João Roberto Pereira de Oliveira, de 20 anos, em Tubarão, no Sul do estado. O crime ocorreu na madrugada de sexta-feira (19), e, pouco depois, a polícia prendeu o suspeito.
Logo após o ocorrido, as forças de segurança localizaram o homem no bairro Figueirinha, em Jaguaruna, município vizinho a cerca de 40 quilômetros do local dos homicídios. Em seguida, policiais militares e civis atuaram de forma conjunta e, além da prisão, apreenderam a arma de fogo que, segundo a investigação, teria sido usada no crime.
Investigação separa duas motivações
De acordo com o delegado André Crisóstomo, responsável pelo caso, a investigação trabalha, neste momento, com duas linhas distintas de motivação, embora os crimes tenham ocorrido em sequência.
No primeiro homicídio, os investigadores apuram uma discussão em uma conveniência de propriedade de Brasão. Segundo a polícia, o desentendimento começou, inicialmente, por causa do pagamento de bebidas e evoluiu para a violência.
Já no segundo caso, que resultou na morte do empresário de 20 anos, a principal hipótese analisada aponta para possíveis ciúmes ligados a um relacionamento anterior do suspeito. Ainda assim, a polícia mantém outras linhas de apuração em aberto.
Suspeito será ouvido
Além disso, o delegado informou que o investigado deve prestar depoimento ao longo do inquérito. Nesse momento, ele poderá apresentar sua versão sobre a sequência dos fatos registrados na madrugada do crime.
Paralelamente, a Polícia Civil analisa depoimentos de testemunhas e outros elementos coletados na cena. Dessa forma, os investigadores buscam reconstituir com precisão a dinâmica do duplo homicídio em Tubarão.
Prisão e apreensão de provas
A partir das diligências realizadas ao longo do dia, as forças de segurança conseguiram localizar e prender o suspeito em via pública. Durante a abordagem, ele apresentou resistência verbal, mas não houve necessidade de uso de força física.
Além disso, os agentes apreenderam o celular do investigado e a arma que teria sido utilizada no crime. Em seguida, o material foi encaminhado à perícia, que deve realizar exames balísticos e contribuir para confirmar a ligação com o duplo homicídio.
Investigação em andamento
Por fim, a Polícia Civil ressaltou que Tubarão não registrava homicídios há cerca de um ano, o que amplia o impacto do caso na região.
Assim, com os elementos reunidos até o momento, a investigação avança para a fase de análise técnica e oitivas. Ao final, o inquérito deve consolidar as motivações e indicar se há outros envolvidos no duplo homicídio em Tubarão.

