
As forças de segurança deflagraram, na manhã desta terça-feira (16), a Operação DESMOS em Santa Catarina. A ação integra a Operação Convergência Nacional e mobilizou 207 agentes para cumprir 26 mandados de busca e apreensão em municípios do Oeste e da Serra. Durante a ofensiva, os policiais prenderam quatro pessoas em flagrante e avançaram nas investigações contra uma organização criminosa suspeita de comandar homicídios, tráfico de drogas e comércio ilegal de armas.
Agentes cumprem mandados em seis cidades
Logo nas primeiras horas do dia, equipes do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), do GAECO, do GEFAC, das Polícias Militar, Civil e Penal e de outras unidades especializadas seguiram para Chapecó, Xaxim, Planalto Alegre, Maravilha, Saltinho e Lages.
Ao mesmo tempo, os agentes executaram 26 mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça. A operação nasceu como desdobramento da Operação Sodalitas Finis e, por isso, concentrou esforços para enfraquecer a estrutura financeira e operacional da facção investigada.
Prisões em flagrante fortalecem investigação
Durante o cumprimento das ordens judiciais, as equipes encontraram drogas e armas. Com isso, prenderam três pessoas em flagrante por tráfico de entorpecentes. Além disso, os policiais também detiveram um suspeito por porte ilegal de arma de fogo.
Na sequência, os agentes recolheram celulares, documentos e outros materiais que agora passarão por análise pericial. A expectativa é que as novas provas ampliem o alcance das investigações e identifiquem outros envolvidos.
Mobilização integra ofensiva nacional
Além da atuação em Santa Catarina, a Operação DESMOS faz parte da Operação Convergência Nacional, coordenada pelo Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC).
Dessa forma, Ministérios Públicos e forças de segurança de diferentes estados unem inteligência, compartilham informações estratégicas e realizam ações simultâneas para combater o avanço das facções criminosas em todo o país.
Segundo o MPSC, a investigação continua em andamento e segue sob sigilo judicial. Ainda assim, o trabalho das equipes prossegue e poderá resultar em novas fases e novas medidas contra os investigados.
Com essa ofensiva, as autoridades reforçam o cerco ao crime organizado, ampliam a integração entre as instituições e buscam desarticular grupos criminosos que atuam dentro e fora do sistema prisional.

