
A obesidade em pets segue crescendo no Brasil e já preocupa veterinários em todo o país. Nesta sexta-feira (22), especialistas reforçaram o alerta sobre o avanço do sobrepeso em cães e gatos, principalmente por causa do sedentarismo, da alimentação desregulada e da falta de atividade física. Além disso, o problema aumenta o risco de doenças graves e reduz a expectativa de vida dos animais.
Rotina parada favorece ganho de peso
Cada vez mais cães e gatos passam longos períodos dentro de casa. Enquanto isso, muitos animais fazem pouca atividade física e ainda recebem petiscos em excesso ao longo do dia. Como consequência, o ganho de peso aparece rapidamente.
Além disso, muitos tutores não percebem os primeiros sinais da obesidade. Em vários casos, o animal começa a apresentar cansaço, dificuldade para correr, dores nas articulações e falta de disposição. Mesmo assim, parte das pessoas ainda associa o excesso de peso a uma aparência “bonitinha” ou saudável.
Veterinários alertam que o acúmulo de gordura pode provocar diabetes, doenças cardíacas, problemas respiratórios e complicações hepáticas. Ao mesmo tempo, o excesso de peso também reduz a mobilidade dos animais e compromete a qualidade de vida.
Alimentação desregulada agrava problema
Segundo especialistas, a alimentação tem papel central no avanço da obesidade em pets. Muitos animais recebem restos de comida, snacks fora de hora e porções acima do necessário. Com isso, o consumo calórico aumenta enquanto o gasto de energia diminui.
Além disso, a humanização dos pets também mudou hábitos dentro de casa. Hoje, muitos tutores usam a comida como forma de carinho e recompensa. Porém, sem controle, esse comportamento acaba trazendo consequências sérias para a saúde dos animais.
Veterinários ainda reforçam que dietas improvisadas podem piorar a situação. Por isso, qualquer mudança alimentar deve acontecer com orientação profissional.
Exercícios ajudam a prevenir doenças
Por outro lado, especialistas afirmam que hábitos simples já ajudam no controle do peso. Passeios diários, brincadeiras e atividades interativas estimulam o gasto de energia e melhoram a saúde física dos pets.
No caso dos gatos, brinquedos, prateleiras e espaços para escalada ajudam a combater o sedentarismo. Já os cães precisam de caminhadas frequentes e momentos de atividade ao ar livre.
Além de controlar o peso, os exercícios reduzem o estresse, aumentam a disposição e fortalecem o vínculo entre os animais e os tutores.
Prevenção melhora qualidade de vida
Veterinários destacam que prevenir ainda é o melhor caminho. Afinal, controlar a alimentação, manter uma rotina ativa e realizar acompanhamento veterinário frequente evita problemas maiores no futuro.
Enquanto isso, os sinais da obesidade continuam aparecendo de forma silenciosa em muitos animais. Por isso, especialistas pedem mais atenção dos tutores para mudanças no comportamento, no peso e na mobilidade dos pets.
No fim das contas, cuidar da saúde do animal vai muito além da estética. Significa garantir mais conforto, mais disposição e mais anos de vida para cães e gatos.

