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Rave ilegal reúne milhares em área militar com explosivos da 1º Guerra

Evento atrai público para zona com risco de explosivos da Primeira Guerra Mundial

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Rave ilegal reúne milhares em área militar com explosivos da 1º Guerra
Participantes circulam pela área da rave “teknival” em um terreno militar em Cornusse, próximo a Bourges, no centro da França, em 2 de maio de 2026. — Foto: Kenzo Tribouillard/AFP

Mais de 20 mil pessoas ocuparam, neste sábado (2), um campo de tiro do Exército francês próximo a Bourges. Os participantes transformaram o local em uma “free party”, mesmo com a área sendo considerada perigosa e de acesso proibido, inclusive para moradores.

Área restrita e cheia de riscos

Além disso, autoridades alertaram para a presença de munições antigas e explosivos enterrados desde a Primeira Guerra Mundial. Ainda assim, o público continuou chegando, ignorando os riscos e as restrições impostas no local.

Enquanto isso, moradores de vilarejos próximos relataram transtornos. Em Bengy, por exemplo, o som intenso da festa fez casas tremerem, evidenciando o impacto direto do evento na região.

Festa avança apesar dos alertas

A multidão seguiu crescendo ao longo do dia e, consequentemente, a rave avançou sem grandes incidentes graves até o momento. Para muitos participantes, o encontro representa tanto lazer quanto uma forma de protesto contra regras mais rígidas para eventos do tipo.

Por outro lado, equipes de emergência atenderam feridos leves, principalmente por cortes causados por estilhaços metálicos encontrados no terreno. Diante disso, autoridades mobilizaram bombeiros e socorristas, preparados para agir em caso de agravamento da situação.

Segurança reforçada e monitoramento

Ao mesmo tempo, cerca de 600 policiais foram posicionados em pontos de controle ao redor da área. As forças de segurança registraram autuações por drogas, infrações de trânsito e algumas prisões, enquanto monitoravam o fluxo intenso de pessoas.

Risco invisível preocupa autoridades

Por fim, especialistas reforçaram que o maior perigo permanece no subsolo. Como o campo de tiro existe desde 1917, há risco real de explosões causadas por munições não detonadas, o que mantém autoridades em alerta diante da continuidade do evento.

Alice Soares

Sobre o autor

Alice Soares

Alice atua na cobertura do Guararema News na região da Grande Florianópolis. Com foco em temas do cotidiano de quem vive na região, a jornalista contribui com apuração e pesquisa de notícias nacionais, incluindo temas voltados ao entretenimento.

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