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Fim da escala 6×1 pode mudar dinâmica das horas extras

Proposta em discussão no Congresso pode redefinir a jornada semanal e impactar contratos de trabalho no país

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Fim da escala 6×1 pode mudar dinâmica das horas extras
Foto: Internet

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, declarou nesta quinta-feira (30) que, caso a proposta de extinguir a escala 6×1 avance, toda carga horária que ultrapassar 40 horas semanais deverá ser paga como hora extra. Ainda assim, ele ressaltou que essa definição dependerá de negociações entre trabalhadores e empregadores.

Nesse contexto, o ministro destacou que os sindicatos terão papel fundamental. Cada categoria, portanto, deverá adequar seus contratos coletivos conforme suas particularidades. A fala ocorreu durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, da EBC.

Discussão ganha força no Congresso

Ao mesmo tempo, o tema avança no Congresso Nacional. A Câmara dos Deputados criou uma comissão especial para debater o fim da escala 6×1. A análise considera, principalmente, os efeitos da redução da jornada sobre salários, produtividade e relações de trabalho.

Governo não prevê aumento da informalidade

Por sua vez, Marinho afirmou que não vê risco de crescimento da informalidade com a possível redução da jornada. Pelo contrário, ele defendeu que a medida pode ampliar o diálogo com o setor empresarial e contribuir para uma organização mais eficiente do mercado de trabalho.

Mudança pode beneficiar saúde dos trabalhadores

Além disso, o ministro associou a proposta a melhorias na saúde mental dos trabalhadores. Segundo ele, jornadas mais equilibradas ajudam a reduzir problemas no ambiente profissional e, consequentemente, aumentam a produtividade das empresas.

Ele também chamou atenção para a Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que trata da saúde física e mental no trabalho. Nesse sentido, reforçou que cabe às empresas promover ações que garantam o bem-estar dos funcionários.

Empresas devem priorizar soluções próprias

Outro ponto levantado por Marinho foi a crítica à contratação de consultorias para lidar com o tema. Para ele, as empresas devem utilizar seus próprios recursos e equipes internas para se adaptar às novas regras.

Aplicação deve começar com orientação

Por fim, o ministro indicou que o governo não pretende adiar a implementação das mudanças, mesmo diante de pressões do setor empresarial. No entanto, neste primeiro momento, a fiscalização deverá priorizar a orientação das empresas antes da aplicação de penalidades.

Dessa forma, a proposta continua em debate, com foco em negociações coletivas, adaptação progressiva e possíveis mudanças na organização da jornada de trabalho no país.

Alice Soares

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Alice Soares

Alice atua na cobertura do Guararema News na região da Grande Florianópolis. Com foco em temas do cotidiano de quem vive na região, a jornalista contribui com apuração e pesquisa de notícias nacionais, incluindo temas voltados ao entretenimento.

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