
A Defesa Civil de Itajaí determinou um prazo de 10 dias para que os moradores do Edifício Irajá retirem todos os pertences dos apartamentos. A medida, adotada após nova vistoria técnica realizada na segunda-feira (20), marca mais uma etapa da resposta ao incidente registrado na semana passada. Além disso, a operação ocorre de forma controlada e segue um cronograma definido pelos órgãos responsáveis.
Conforme o parecer preliminar, elaborado com apoio do coordenador de engenharia da Univali e de profissionais contratados pelo proprietário, a retirada já começou. Inicialmente, as equipes priorizam itens de menor porte, como roupas, documentos e objetos pessoais. Em seguida, haverá a remoção de móveis e volumes maiores. Dessa forma, a Defesa Civil busca garantir segurança durante todo o processo.
Os técnicos apontam risco na estrutura e indicam a demolição do prédio
Os técnicos consideram o cenário estrutural do prédio crítico, pois identificaram a inclinação da edificação, o afundamento do piso térreo e danos em elementos estruturais e de vedação.. Além disso, há indícios de recalque das fundações, possivelmente causado por degradação das estacas ou alterações no solo.
Embora o monitoramento inicial não tenha detectado movimentações recentes, os especialistas alertam que não há garantia de estabilidade permanente. Por outro lado, fatores externos, como condições climáticas, podem agravar ainda mais a situação. Diante disso, a tendência apontada nos laudos iniciais é pela demolição, principalmente devido ao alto custo e à complexidade de uma eventual recuperação.
Segundo o coordenador da Defesa Civil de Itajaí, Guto Porciúncula, a estrutura segue sendo monitorada continuamente. “Qualquer alteração pode levar à suspensão imediata dos trabalhos. A segurança dos moradores e das equipes é prioridade”, afirmou.
Relembre o caso
O Edifício Irajá, localizado na rua Almirante Barroso, no Centro de Itajaí, foi construído em 1975 e abriga 16 apartamentos, onde cerca de 65 pessoas viviam. Na noite de 15 de abril, parte da estrutura cedeu, o que levou à evacuação imediata do prédio.
Desde então, o município mobilizou uma força-tarefa. Logo após o incidente, a Defesa Civil acionou abrigos para acolher os moradores. No dia seguinte, a prefeitura realizou reuniões para alinhar medidas emergenciais e, posteriormente, orientou o proprietário a contratar uma equipe técnica para apurar as causas do problema.

