
A Prefeitura de Balneário Piçarras concluiu, nesta sexta-feira (10), a megaobra de alargamento da faixa de areia da Praia Central. O último bombeamento ocorreu por volta das 11h e, assim, encerrou uma intervenção histórica na orla.
Em seguida, a draga Amazone protagonizou um “rainbow” — jato de água em forma de arco — e se despediu da cidade sob aplausos de quem acompanhava da praia.
Além disso, a embarcação já deixou o município e segue para o porto de Paranaguá (PR), onde atuará em novo projeto. Ao mesmo tempo, a gestão municipal reforça que a obra amplia a proteção costeira e melhora a experiência dos frequentadores. Segundo o prefeito Tiago Baltt, o alargamento enfrenta problemas antigos com ressacas e fortalece o desenvolvimento sustentável da cidade.
Intervenção rápida e impacto direto
A obra começou em 23 de janeiro de 2026 e terminou em apenas 75 dias. Nesse período, as equipes atuaram em um trecho de 2,43 quilômetros, entre o molhe da Barra do Rio Piçarras e a área após o molhe da Avenida Getúlio Vargas. Como resultado, a faixa de areia ganhou, em média, 30 metros de largura.
Por outro lado, os trabalhos ainda seguem na fase final. As equipes retiram a tubulação e executam acabamentos no último trecho. Portanto, a liberação total da praia deve ocorrer até o fim de abril, após avaliações técnicas de segurança.
Enquanto isso, a Prefeitura organiza a inauguração oficial da nova orla, prevista para o início de maio. A programação será divulgada nos próximos dias.


Operação robusta e investimento milionário
Durante a execução, a draga Amazone transportou cerca de 6 mil metros cúbicos de areia por ciclo, com até quatro operações diárias. O material veio de uma jazida a 10,5 quilômetros da costa, próxima à Ponta da Vigia, em Penha, e seguiu critérios ambientais rigorosos, segundo o município de Balneário Piçarras.
Inicialmente, o projeto previa dois quilômetros de intervenção. No entanto, após reavaliação técnica, a Prefeitura ampliou o alcance em cerca de 430 metros no sentido norte. Dessa forma, reforçou áreas mais vulneráveis à erosão, conforme estudos do Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH).
Ao todo, mais de 493 mil metros cúbicos de areia foram depositados na orla. Com isso, o investimento ultrapassou R$ 50 milhões, com recursos do Fundo de Manutenção da Praia (Fumpra) e verbas próprias. Assim, a cidade encerra a obra com uma orla mais larga, protegida e preparada para o futuro.

