
O Ministério Público de São Paulo solicitou à Justiça, nesta quinta-feira (08), a manutenção da prisão de Rodrigo Radenzev Simões Moreira, filho do jornalista Cid Moreira. Preso em flagrante por tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo. A Promotoria entende que há elementos suficientes para manter o investigado detido enquanto o processo avança, principalmente pela natureza dos crimes e pelas provas reunidas durante a ação policial.
A prisão ocorreu em uma chácara localizada no município de São Pedro, no interior paulista. No local, a polícia apreendeu grande quantidade de entorpecentes, armas de fogo, simulacros, munições, dinheiro e aparelhos eletrônicos. Segundo o Ministério Público, o conjunto do material reforça a necessidade da prisão preventiva para garantir a ordem pública e o andamento das investigações.
Apreensão reforça pedido de prisão
Durante a operação, os agentes encontraram tijolos de maconha, um revólver calibre 38, além de outros objetos. De acordo com os promotores, indicam possível envolvimento contínuo com atividades ilícitas. Por isso, o Ministério Público também pediu autorização judicial para acessar o conteúdo do celular apreendido, já que os dados podem esclarecer a dinâmica do crime e apontar a participação de terceiros.
Além disso, a denúncia aponta que os crimes foram cometidos em concurso material. Dessa forma, caso haja condenação, as penas podem ser somadas, o que aumenta o peso das acusações e reforça o pedido pela manutenção da custódia.
Defesa tenta liberdade provisória
Enquanto isso, a defesa de Rodrigo apresentou pedido de habeas corpus. Os advogados argumentam que o investigado poderia responder ao processo em liberdade e afirmam que não há risco concreto para a investigação. Mesmo assim, o Ministério Público rebateu o pedido e destacou que a prisão é necessária para evitar novos crimes e preservar a instrução processual.
Agora, a decisão está nas mãos da Justiça paulista. O juiz responsável vai analisar os argumentos da Promotoria e da defesa antes de decidir se converte a prisão em flagrante em prisão preventiva ou se concede liberdade provisória.
Até lá, o caso segue em tramitação, com expectativa de novos desdobramentos nos próximos dias.

