
A Ilha do Campeche, em Florianópolis, passou a contar com câmeras de videomonitoramento para coibir o desembarque ilegal de visitantes. A medida entrou em operação em dezembro no início verão e integra o conjunto de ações da Operação Verão, coordenada pela prefeitura, com foco direto na preservação ambiental e no controle do acesso a uma das áreas mais sensíveis e visitadas da capital.
Monitoramento amplia fiscalização
Com as câmeras em funcionamento, a Fundação Municipal do Meio Ambiente (Floram) passou a acompanhar, em tempo real, o fluxo de embarcações e de visitantes na ilha. Dessa forma, a fiscalização consegue identificar irregularidades à distância e agir com mais rapidez. Além disso, o sistema permite a emissão de autos de infração ambiental mesmo sem a presença permanente de fiscais no local, o que amplia o alcance da fiscalização durante os períodos de maior movimento.
Ao mesmo tempo, equipes seguem atuando presencialmente. A Guarda Municipal de Florianópolis e fiscais da Floram conferem vouchers, listas de passageiros e a regularidade das embarcações autorizadas. Assim, tecnologia e atuação em campo caminham juntas para garantir o cumprimento das regras.
Ações integradas seguem na ilha
Paralelamente ao videomonitoramento, operações conjuntas continuam ocorrendo. Em ações recentes, órgãos como Floram, Guarda Municipal, Procon, Polícia Civil e Polícia Militar atuaram de forma integrada. Durante as fiscalizações, as equipes analisaram documentos, condições das embarcações e autorizações de acesso. Nessas ações, os órgãos não identificaram irregularidades, o que reforça o caráter preventivo da iniciativa.
Preservação e turismo responsável
A Ilha do Campeche é uma Unidade de Conservação e abriga sítios arqueológicos, além de ecossistemas frágeis. Por isso, o acesso é limitado e segue regras específicas. Nesse contexto, o uso das câmeras surge como mais uma ferramenta para organizar a visitação, reduzir impactos ambientais e combater o turismo irregular.
Com isso, a prefeitura busca equilibrar o interesse turístico com a necessidade de preservação. A expectativa é que o videomonitoramento siga ativo durante toda a alta temporada, garantindo mais controle, mais segurança e, principalmente, a proteção de um dos patrimônios naturais mais valiosos de Florianópolis.

