
A Polícia Rodoviária Federal apreendeu nesta quarta-feira (03), uma grande quantidade de medicamentos proibidos na BR-101, em Joinville. Logo após parar um carro branco, os agentes notaram sinais de irregularidades e, por isso, decidiram aprofundar a fiscalização. A ação, que começou como uma abordagem de rotina, rapidamente ganhou dimensão maior.
Nervosismo do motorista intensifica suspeitas
No primeiro contato, o motorista afirmou morar no Paraguai havia dois meses e disse que seguia ao litoral catarinense para buscar a família. Ele declarou ainda ser dono de empresas de suplementos. No entanto, embora tentasse manter o discurso firme, o comportamento dele destoava.
A cada minuto, ele demonstrava mais nervosismo e tentava retornar ao carro, atitude que, portanto, levou os policiais a intensificar a vistoria. Assim, o que parecia uma checagem simples evoluiu para uma investigação cuidadosa.
Compartimentos clandestinos expõem a carga ilegal
Durante a vistoria minuciosa, os agentes localizaram primeiro uma sacola térmica com remédios voltados ao emagrecimento. Embora o motorista alegasse uso pessoal, a justificativa caiu rapidamente quando os policiais descobriram compartimentos preparados para ocultação.
Havia frascos e cartelas escondidos na estrutura da alavanca de câmbio, no painel, no console central e sob o assoalho do passageiro. Além disso, grande parte do material estava envolvida em plástico preto, sem qualquer cuidado sanitário, o que ampliava os riscos.
Os agentes encontraram ainda cadernos com anotações que sugerem comércio ilegal. Entre os itens apreendidos estavam:
• Anabolizantes, emagrecedores e comprimidos usados como abortivos
• 8,5 milhões de guaranis, valor equivalente a pouco mais de seis mil reais
• Três telefones celulares
Prisão e encaminhamento do caso
Diante das evidências, a PRF prendeu o motorista em flagrante e, em seguida, encaminhou a ocorrência para a Polícia Federal. O órgão agora deve investigar a origem da carga, bem como seu possível destino. A importação de medicamentos sem registro na Anvisa configura crime grave e provoca riscos diretos à saúde da população.
Condenação pode ultrapassar dez anos
Como o caso envolve medicamentos de venda proibida e contrabando, a pena prevista pelo Código Penal pode ultrapassar dez anos de reclusão. As autoridades seguirão apurando o envolvimento do motorista e de outras pessoas no esquema.

