
A interdição da Ponte Anita Garibaldi, em Laguna, causou prejuízo superior a R$ 33 milhões ao transporte de cargas em Santa Catarina. O levantamento, divulgado nesta quinta-feira (23) pela Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística no Estado de Santa Catarina (Fetrancesc), atribui as perdas aos 11 dias de bloqueio para reparos emergenciais.
Interdição elevou custos das transportadoras
Segundo o Observatório Fetrancesc, as filas aumentaram o consumo de óleo diesel e, ao mesmo tempo, reduziram a produtividade das transportadoras. Durante a interdição, os caminhões precisaram utilizar o desvio pela Ponte de Cabeçudas e, por isso, enfrentaram congestionamentos e permaneceram mais tempo nas estradas.
Além disso, o aumento no tempo de deslocamento elevou os custos operacionais das empresas. Como resultado, o setor acumulou prejuízo superior a R$ 33 milhões.
Bloqueio também ampliou impacto ambiental
Além dos prejuízos financeiros, a interdição também provocou impactos ambientais. Conforme a Fetrancesc, o trânsito lento aumentou a emissão de aproximadamente duas mil toneladas de dióxido de carbono (CO₂), um dos principais gases responsáveis pelo aquecimento global.
Isso aconteceu porque os caminhões permaneceram mais tempo em circulação e, consequentemente, consumiram mais óleo diesel durante os congestionamentos.
Reparos continuam na estrutura
A CCR Via Costeira interditou a ponte após identificar falhas estruturais que exigiam reparos emergenciais. Depois disso, a concessionária liberou parcialmente o tráfego no domingo (19), com circulação em pista simples e restrições para veículos pesados com cargas especiais.
Enquanto isso, as equipes seguem trabalhando no local. A expectativa da concessionária é concluir todas as intervenções em até 60 dias.
Assim, embora o trânsito tenha sido restabelecido parcialmente, motoristas e transportadoras ainda precisam conviver com restrições até o fim das obras.

