Região Grande Florianópolis

Vídeo: polícia prende grupo que matou homem em casa com 54 tiros

Criminosos teriam ateado fogo em veículo já apreendido para eliminar provas

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Vídeo: polícia prende grupo que matou homem em casa com 54 tiros
Fotos: Divulgação / Polícia Civil

Na manhã desta quinta-feira (17), a Polícia Civil deteve, na Grande Florianópolis, três integrantes de uma facção criminosa responsáveis por uma execução brutal em Imbituba, na região Sul de Santa Catarina. O crime foi cometido às 3h do dia 14 de outubro deste ano. Os criminosos, que teriam saído da Capital para cometer o assassinato, mataram um homem de 34 anos com 54 tiros no bairro Alto Arroio.

Os suspeitos aguardaram o momento em que a vítima dormia e invadiram a residência para realizar o ataque. Logo após garantirem a morte do alvo, os assassinos retornaram imediatamente para a Capital.

A operação desta quinta, denominada “Em Chamas”, contou com mais de 85 policiais e tinha como objetivo cumprir 15 ordens de busca e apreensão e três mandados de prisão temporária.

Polícia indentificou ritual do “Tribunal do Crime”

A polícia classificou o crime como uma ação típica do “tribunal do crime”. Assim, lideranças de facções “decretam” a morte de indivíduos que consideram desafetos. O grupo utilizava sempre o mesmo padrão: diversos criminosos, usando luvas e balaclavas, surpreendiam as vítimas com pistolas de carregadores estendidos.

Veículo incendiado

Além disso, durante a investigação, a polícia prendeu um dos investigados no município de São José, e apreendeu um veículo. Posteriormente, outro integrante da facção, em um ato de retaliação e tentativa de destruir provas, ateou fogo ao veículo que já estava sob custódia no estacionamento da Delegacia de São José.

Veja o vídeo abaixo:

Operação “Em Chamas”

As investigações da Delegacia de Polícia Civil de Imbituba levaram à identificação de, ao menos, quatro criminosos envolvidos nos crimes. Além dos mandados cumpridos, a polícia também deteve um envolvido em flagrante por posse de munição de calibre permitido e porte de munição de calibre restrito.

Por fim, o nome da operação deflagrada faz referência ao incêndio provocado pelos criminosos, que não impediu a investigação.