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Vídeo: auditor da CGU que agrediu ex-mulher e filho poderá ser expulso

Presidente Lula determinou abertura de processo para responsabilização e expulsão do servidor pelas agressões

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Vídeo: auditor da CGU que agrediu ex-mulher e filho poderá ser expulso
Foto: Reprodução

Nesta quinta-feira (25), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou a abertura de um processo interno na Controladoria-Geral da União (CGU) contra o auditor que agrediu mulher e o filho, de 4 anos. O homem, de 49 anos, agrediu ambos com socos e tapas durante cerca de 20 segundos, no último dia 7, no Distrito Federal. As câmeras de monitoramento registraram o caso e as imagens circulam nas redes sociais. Veja:

“O combate ao feminicídio e a toda forma de violência contra as mulheres é um compromisso e uma prioridade do meu governo”, escreveu Lula em publicação nas redes sociais, classificando o episódio como uma “agressão covarde” e “inadmissível”.

A violência contra a mulher esteve entre os principais temas abordados na noite de Natal, em pronunciamento realizado pelo presidente em rede nacinal. O crime estará entre as principais prioridades do governo em 2026.

“Não vamos fechar os olhos aos agressores de mulheres e crianças estejam eles onde estiverem, ocupem as posições que ocuparem. Um servidor público deve ser um exemplo de conduta dentro e fora do local de trabalho”, completou Lula.

Relembre o caso de agressões do auditor da CGU contra mulher e criança

O caso ocorreu na noite de 7 de dezembro e foi registrado por câmeras de segurança do prédio onde a vítima mora. O suspeito é o servidor público federal David Cosac Junior, de 49 anos, analista de sistemas da CGU. A Polícia Civil, que investiga o ocorrido, não informou se ocorreu a prisão do suspeito nem mesmo as circunstâncias das agressões.

Em nota, o ministro da CGU, Vinícius Marques de Carvalho, disse que os “fatos são gravíssimos e inaceitáveis” e que o servidor será investigado. “Quero ser claro ao dizer que violência contra a mulher e contra crianças é crime. Não se trata de desentendimento, conflito privado ou questão pessoal. Estamos falando de agressão, de violação à lei e de afronta à dignidade humana”, diz a nota assinada pelo ministro da CGU, Vinícius de Carvalho.

Não foi o primeiro caso de violência contra a criança

Contudo, este não foi o primeiro episódio de violência doméstica vivenciado pela família. Meses antes, durante uma viagem, o servidor público teria desferido chineladas na criança dentro de um elevador.

De acordo com o depoimento da mãe do menino, a agressão ocorreu durante uma viagem de férias à Costa do Sauípe, na Bahia, no meio deste ano. Ela relatou que David desferiu uma “chinelada mais forte” nas nádegas da criança.

Questionada pela autoridade policial sobre lesões, a mulher descreveu que o golpe deixou a região avermelhada, com o aspecto de um “tapa recebido”, embora a marca tenha desaparecido no dia seguinte.

Todavia, a mãe da criança afirmou em depoimento que não o denunciou por ambos trabalharem no mesmo órgão público e morarem próximos.

Por fim, a criança está sob medida protetiva e David proibido de se aproximar dela e da ex-mulher.

Providências tomadas pela CGU

  • Encaminhamento das notícias do fato à Corregedoria-Geral da União e à Comissão de Ética da CGU, com a imediata abertura de investigação preliminar de responsabilidade, para apuração das responsabilidades ética e disciplinar, no âmbito das competências administrativas;
  • evogação imediata da designação do servidor como substituto eventual da chefia imediata;
  • Proibição de ingresso do servidor nos prédios da CGU, enquanto as apurações estiverem em andamento, “como medida administrativa necessária à preservação do ambiente institucional e ao regular andamento das apurações”.