
Um homem que participaria do salto de rope jump que terminou com a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, afirmou que escapou da tragédia após se atrasar para chegar ao local da atividade, em Limeira, no interior de São Paulo. Segundo ele, o atraso alterou a ordem dos participantes e colocou a jovem à sua frente na fila momentos antes do acidente.
Atraso mudou sequência dos saltos
Higor William Diniz Ferreira contou que planejava sair de casa mais cedo para participar do evento. No entanto, ele se atrasou e chegou depois do horário previsto.
Por causa disso, perdeu sua posição na fila e viu Maria Eduarda assumir um lugar à sua frente. Segundo o relato, caso tivesse chegado no horário planejado, ele teria realizado o salto antes da jovem.
O participante afirmou que a diferença de poucos minutos foi suficiente para mudar a sequência das descidas e, consequentemente, evitar que ele estivesse na plataforma naquele momento.
Empresa divulgava experiência nas redes sociais
Higor também relatou que contratou a atividade após acompanhar publicações da empresa responsável nas redes sociais. Segundo ele, os organizadores destacavam a experiência da equipe e reforçavam a segurança da operação.
Além disso, as divulgações mencionavam anos de atuação na prática esportiva e informavam que nenhum acidente semelhante havia ocorrido anteriormente.
Por isso, o participante disse que se sentiu seguro para contratar a experiência.
Participante aponta falha na checagem dos equipamentos
Antes do acidente, Higor acompanhou outros saltos realizados na estrutura e afirmou que a equipe seguiu os procedimentos de segurança normalmente.
No entanto, segundo ele, os responsáveis não repetiram a mesma checagem no momento em que Maria Eduarda realizou a atividade.
De acordo com seu relato, os organizadores verificaram os equipamentos dos participantes anteriores. Já no caso da jovem, a equipe teria deixado de confirmar se a corda de segurança estava devidamente conectada.
Por isso, ele acredita que uma falha humana contribuiu diretamente para a tragédia.
Vídeos registram momento do acidente
Vídeos gravados por pessoas que estavam no local mostram os instantes que antecederam a queda. As imagens registram funcionários conduzindo Maria Eduarda até a plataforma.
Logo depois, a equipe lança a jovem da estrutura. Em seguida, testemunhas percebem a ausência da corda de segurança e começam a gritar em desespero.
As imagens circularam rapidamente nas redes sociais e intensificaram a repercussão do caso.
Polícia investiga responsabilidades
Após o acidente, equipes de resgate prestaram atendimento à vítima, mas Maria Eduarda não resistiu aos ferimentos provocados pela queda de aproximadamente 40 metros.
Na sequência, a Polícia Militar prendeu seis pessoas ligadas à organização da atividade. Além disso, agentes localizaram dois suspeitos que haviam deixado o local logo após a ocorrência.
Agora, a Polícia Civil investiga as circunstâncias do acidente e busca identificar as responsabilidades pela falha que resultou na morte da jovem.

