
A Defesa Civil confirmou que o temporal que atingiu São Joaquim e outras regiões do estado entre a madrugada e manhã de sábado (2) não foi um tornado. Embora os ventos tenham apresentado sinais de rotação, especialistas classificaram o evento como uma tempestade severa associada a uma supercélula.
Tempestade severa
O fenômeno meteorológico avançou sobre o território catarinense impulsionado por uma linha de instabilidade conectada a um sistema frontal. Imagens de satélite revelaram aglomerados de nuvens carregadas na divisa com o Rio Grande do Sul, o que explica a intensidade das chuvas e do vento.
Impactos na Serra catarinense
Em São Joaquim, o interior do município sofreu os maiores danos. As localidades de Pericó, Monte Alegre e Bentinho registraram queda de granizo e ventania intensa. Ademais, plantações de maçã foram castigadas a uma semana do início da Festa Nacional da Maçã.
Além das lavouras, a força da tempestade derrubou araucárias e provocou o destelhamento de casas e galpões, afetando diretamente a rotina dos produtores rurais da região.
Estragos no Oeste e Meio-Oeste
Paralelamente, outras regiões do estado também contabilizaram perdas:
- Abelardo Luz (Oeste): A chuva volumosa causou o deslizamento de solo em um conjunto habitacional no bairro São João Maria. O incidente resultou no rompimento de muros que atingiram 11 residências. Apesar do susto, a Defesa Civil informou que não houve comprometimento na estrutura das casas.
- Irani (Meio-Oeste): O município enfrentou um vendaval que arrancou árvores e partiu troncos ao meio. Entretanto, o órgão estadual destacou que não houve danos considerados graves na área urbana.
Balanço das ocorrências
De acordo com o último relatório oficial, o evento meteorológico afetou diretamente 12 habitações no estado. Por fim, as autoridades ressaltaram que não foram registrados mortos, feridos, desabrigados ou desalojados. Até o momento, nenhum dos municípios atingidos decretou situação de emergência.

