
A investigação sobre a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, ganhou um novo desdobramento nesta sexta-feira (26). Um colaborador da empresa Entre Cordas afirmou à Justiça que colegas podem ter retirado a câmera GoPro usada pela jovem logo após a queda fatal de cerca de 40 metros na Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo. Com isso, a Polícia Civil apura se houve ocultação de prova no caso.
Suspeito cita colegas em documento
No relato enviado às autoridades, João da Silva afirma que acredita que o equipamento foi levado para a parte de cima da ponte por outros integrantes da equipe. Além disso, ele cita pessoas que estavam na base da estrutura e que teriam subido rapidamente após o acidente.
Segundo a apuração, a câmera poderia ter registrado o salto e os procedimentos adotados antes da queda. Por isso, os investigadores tratam o equipamento como peça importante para esclarecer a sequência de falhas que levou à morte da jovem.
Enquanto isso, a Polícia Civil e a Justiça seguem investigando o desaparecimento da GoPro como possível indício de fraude processual. As buscas pelo equipamento continuam.
Câmera pode ser peça-chave
A câmera ganha peso no inquérito porque Maria Eduarda usava o equipamento durante a atividade. Assim, as imagens poderiam mostrar se houve conferência dos itens de segurança, quem conduziu a jovem até a plataforma e como ocorreu o arremesso.
De acordo com a investigação, Maria Eduarda foi lançada sem a corda de segurança acoplada ao corpo. Logo depois, ela caiu de uma altura aproximada de 40 metros. Equipes de socorro chegaram a ser acionadas, mas a jovem morreu no local.
Além disso, testemunhas relataram que um funcionário teria manuseado o corpo para retirar a câmera antes da chegada do socorro. Esse ponto também entrou no foco da apuração.
Defesa contesta prisão
A defesa de João da Silva nega que ele tenha participado do arremesso da jovem. Os advogados afirmam que ele atuava na parte inferior da ponte e que sua função começava apenas depois do salto, com a retirada dos equipamentos.
Além disso, a defesa contesta o pedido de prisão. Segundo os advogados, a acusação de homicídio teria sido usada para sustentar a medida cautelar. Eles também afirmam que a câmera poderia ajudar a esclarecer a atuação de João no momento do socorro.
Caso mobiliza investigação
Maria Eduarda morreu no dia 13 de junho durante uma atividade de rope jump na Ponte do Esqueleto. A jovem contratou a empresa responsável pelo salto, mas, segundo a investigação, foi arremessada sem estar presa ao equipamento de segurança necessário.
Desde então, o caso avançou para várias frentes. A Polícia Civil apura a responsabilidade dos instrutores, a estrutura da operação e a conduta dos envolvidos após o acidente. Até agora, seis pessoas foram presas no inquérito, que investiga homicídio com dolo eventual.
Apuração continua
Agora, os investigadores tentam localizar a GoPro e verificar se alguém removeu, escondeu ou destruiu provas depois da queda. Portanto, o sumiço da câmera deixou de ser um detalhe e passou a ocupar o centro da investigação.
A resposta pode ajudar a esclarecer não apenas o que ocorreu antes do salto, mas também o comportamento da equipe logo após a morte de Maria Eduarda. O caso segue sob investigação.

