
A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o pedido de liberdade provisória apresentado pela defesa da influenciadora Deolane Bezerra e manteve a prisão preventiva da empresária. A decisão foi tomada nesta terça-feira (09) e ocorre no âmbito da investigação que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Além de negar o recurso, os ministros recomendaram maior rapidez na tramitação do processo nas instâncias inferiores. Segundo o colegiado, o tipo de recurso apresentado pela defesa não se enquadra nas hipóteses previstas para análise da Corte.
Deolane segue presa em penitenciária paulista
Atualmente, Deolane está detida na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo. A influenciadora foi presa em 21 de maio durante uma operação conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo.
Desde então, investigadores analisam movimentações financeiras, patrimônio e relações empresariais que, segundo a apuração, podem ter sido utilizados para ocultar recursos de origem criminosa.
Enquanto isso, a defesa tenta reverter a prisão por meio de recursos judiciais.
Investigação aponta suposta ligação com esquema de lavagem
De acordo com os investigadores, Deolane teria exercido um papel relevante na estrutura financeira investigada.
Segundo a apuração, a projeção pública da influenciadora, aliada às atividades empresariais e ao patrimônio acumulado ao longo dos anos, teria ajudado a conferir aparência de legalidade a recursos supostamente ligados à facção criminosa.
Além disso, as autoridades apontam que a empresária mantinha vínculos pessoais e comerciais com um dos supostos gestores de uma transportadora de Presidente Venceslau, empresa que já havia sido citada em investigações anteriores relacionadas ao PCC.
Por causa desses elementos, a influenciadora passou a ocupar posição central na investigação.
Justiça bloqueia bens e veículos
Durante o avanço das investigações, a Justiça autorizou uma série de medidas patrimoniais contra os investigados.
Após pedido da Polícia Civil e parecer favorável do Ministério Público, o Judiciário determinou o bloqueio de mais de R$ 327 milhões em bens e valores.
Além disso, as autoridades sequestraram 17 veículos, incluindo carros de luxo avaliados em mais de R$ 8 milhões, e quatro imóveis ligados aos investigados.
Ao mesmo tempo, a Justiça decretou seis prisões preventivas no âmbito da operação.
Marcola e familiares também foram alvo
A investigação não envolve apenas Deolane Bezerra.
Os investigadores também realizaram diligências contra Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, apontado pelas autoridades como uma das principais lideranças do PCC, além de familiares dele.
Segundo os órgãos responsáveis pela apuração, as medidas buscam identificar possíveis conexões financeiras e empresariais entre os investigados.
Caso segue em andamento
Com a decisão do STJ, Deolane permanece presa enquanto as investigações continuam.
Agora, a Polícia Civil e o Ministério Público seguem analisando documentos, movimentações financeiras e relações comerciais para esclarecer a origem dos recursos investigados.
Ao mesmo tempo, a defesa da influenciadora poderá recorrer novamente às instâncias superiores para tentar reverter a prisão preventiva.

