
A Polícia Civil deflagrou nesta terça-feira (23) a Operação Backstage na Prefeitura de Florianópolis. A ação mira um esquema de fraude em licitações e organização criminosa dentro da Secretaria Municipal de Assistência Social. Entre os investigados estão servidores públicos ativos e ex-funcionários da prefeitura.
Esquema de direcionamento
Portanto, a investigação aponta que o grupo manipulou um chamamento público para a gestão da Passarela da Cidadania. O objetivo era favorecer uma organização social específica, substituindo uma entidade que já estava sob investigação. Para garantir a vitória da escolhida, os envolvidos emitiram pareceres falsos. Esses documentos desclassificaram outras duas organizações que participavam do processo de forma legítima.
Valores milionários em contratos
Dessa forma, o direcionamento gerou contratos de alto valor com o poder público. O município assinou o primeiro acordo em junho de 2025, com duração de 90 dias e valor de R$ 3,3 milhões. Na sequência, a prefeitura firmou um novo contrato de 12 meses, que totalizou aproximadamente R$ 21 milhões.
Medidas da operação
Nesta fase, a polícia cumpriu sete mandados de busca e apreensão e afastou dois investigados de suas funções públicas. A Polícia Civil conduz a Operação Backstage como um desdobramento da Operação Pecados Capitais, que já soma dez inquéritos policiais sobre irregularidades no Restaurante Popular e na Passarela da Cidadania.
Até agora, a Polícia Civil indiciou 15 pessoas por crimes como peculato-desvio, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. Portanto, os investigadores analisam os materiais apreendidos nesta terça-feira para avançar na apuração dos fatos.
Posicionamento da Prefeitura
Por fim, em nota, a prefeitura informou que aguarda informações para tomar as medidas necessárias. A administração pública ressaltou ainda que colabora com a polícia civil por meio da Controladoria Geral do Município.

