
Um agente administrativo do Fórum de Lages, Oeste catarinense, foi condenado a sete anos de reclusão por envolvimento em esquema de corrupção. Ele e outros dois homens, prestadores de serviços para instituições financeiras, priorizavam busca e apreensões de veículos que lhes interessavam. Os dois prestadores de serviço deverão cumprir mais de cinco anos de reclusão. Todos eles receberam a condenação em regime semiaberto.
Conforme informações do Ministério Público de Santa Catarina, os crimes aconteceram em meados de 2020, quando a Polícia prendeu o servidor e os outros dois comparsas.
Como agiam o servidor público e outros condenados
O servidor público acessava o sistema do Poder Judiciário e escolhia as demandas pertinentes. Todavia, isso acontecia nas ocasiões em que atuava como Oficial de Justiça para auxiliar no Tribunal do Júri. Não satisfeito, portanto, ele designava a si próprio para cumprir os mandados e ainda informava falsamente que havia localizado os veículos em outras cidades para receber mais do Poder Judiciário por ter supostamente percorrido distâncias maiores.
Após uma ampla investigação, em 2 de agosto de 2022, o Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) prendeu temporariamente os três envilvidos no esquema.
Condenação
O servidor público cumprirá sete anos, seis meses e 20 dias de reclusão pelos crimes de associação criminosa, corrupção passiva e falsidade ideológica. Além disso, somando um ano, cinco meses e 10 dias de detenção por violação de sigilo funcional e corrupção privilegiada. A sentença também determina a perda da função pública.
Por fim, os homens que prestavam serviços para instituições financeiras pegaram cinco anos, cinco meses e 10 dias de reclusão. Cada um pelos crimes de associação criminosa e corrupção ativa, além de dez meses de detenção por violação de sigilo funcional, porém, cabe recurso.

