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SC lidera registros de ameaças contra mulheres e crimes de racismo

Anuário da Segurança Pública mostra que Estado teve as maiores taxas de ameaças contra mulheres e ocorrências de racismo em 2025

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SC lidera registros de ameaças contra mulheres e crimes de racismo
Foto: Divulgação - llustrações / Redes Sociais

Santa Catarina registrou, em 2025, as maiores taxas de ameaças contra mulheres e de crimes de racismo do país. Os dados constam no Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (23) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). O levantamento reúne informações das secretarias estaduais de segurança e traça um panorama da violência em todo o Brasil.

Ao mesmo tempo, o estudo aponta um cenário contraditório. Embora o Estado lidere esses indicadores, Santa Catarina também passou a registrar a menor taxa de mortes violentas do país, superando São Paulo.

Santa Catarina registra mais que o dobro da média nacional

Segundo o anuário, Santa Catarina contabilizou 1.733 registros de ameaça contra mulheres a cada 100 mil habitantes em 2025. O índice supera em mais do que o dobro a média nacional, que ficou em 720,9 registros por 100 mil mulheres.

Na sequência aparecem Amapá, com 1.491 registros por 100 mil mulheres, e Distrito Federal, com 1.477.

O Fórum Brasileiro de Segurança Pública ressalta, no entanto, que esses números representam apenas os casos que chegaram ao conhecimento das autoridades. Por isso, o levantamento não retrata toda a violência sofrida pelas mulheres brasileiras.

Estado também registra alto índice de descumprimento de medidas protetivas

Além das ameaças, Santa Catarina aparece entre os estados com maior número de descumprimentos de medidas protetivas.

Em 2025, o Estado registrou 93,8 casos a cada 100 mil mulheres, índice acima da média nacional, de 61,9. Apesar disso, o número permaneceu praticamente estável em relação ao ano anterior.

No ranking nacional, Santa Catarina fica atrás de Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia e Mato Grosso do Sul.

Ainda conforme o anuário, todos os estados brasileiros registraram aumento nesse tipo de ocorrência. Para o Fórum, o combate à violência contra a mulher exige políticas voltadas à prevenção e à intervenção precoce, além das medidas punitivas já existentes.

Santa Catarina lidera ocorrências de racismo

O levantamento também coloca Santa Catarina na primeira posição em registros de crimes de racismo.

O Estado encerrou 2025 com 32,8 ocorrências a cada 100 mil habitantes, enquanto a média nacional ficou em 15,7. Distrito Federal, com 30,3, e Rio Grande do Sul, com 26,8, aparecem logo atrás.

Além disso, Santa Catarina ocupa a segunda posição em casos de injúria racial, com 27,1 registros por 100 mil habitantes. O Distrito Federal lidera esse indicador, com 28,9, seguido por Mato Grosso, com 20,6.

Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o crescimento dos registros pode indicar que mais vítimas estão denunciando casos de violência racial. Ainda assim, a entidade destaca que a proteção legal ainda não garante proteção efetiva contra o racismo no cotidiano.

Estado também reduziu mortes violentas

Apesar dos indicadores relacionados à violência contra mulheres e aos crimes raciais, o anuário mostra que Santa Catarina apresentou avanço na redução das mortes violentas.

Em 2025, a taxa de homicídios caiu de 8,6 para 7,6 casos por 100 mil habitantes, colocando o Estado na liderança nacional entre as menores taxas de mortes violentas.

Os dados reforçam que diferentes tipos de violência evoluem de maneiras distintas e evidenciam a necessidade de políticas públicas específicas para enfrentar cada realidade.

Alice Soares

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Alice atua na cobertura do Guararema News na região da Grande Florianópolis. Com foco em temas do cotidiano de quem vive na região, a jornalista contribui com apuração e pesquisa de notícias nacionais, incluindo temas voltados ao entretenimento.

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