
Santa Catarina criou uma “sala de controle” oficial para gerir o sistema estadual de videomonitoramento. Além disso, as forças de segurança passaram a atuar de forma integrada em um grupo de trabalho responsável por padronizar normas e protocolos do SIVI-SC, que já reúne mais de 5 mil equipamentos.
Integração entre forças de segurança
O governo formalizou o grupo de trabalho no Diário Oficial do Estado na última terça-feira (24). A Secretaria de Estado da Segurança Pública de Santa Catarina coordena as atividades e conta com representantes da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Civil, Polícia Científica e da Secretaria de Justiça e Reintegração Social.
Inicialmente, o grupo atuará por 12 meses, com possibilidade de prorrogação por igual período. Além disso, os participantes não receberão remuneração. Entre as principais funções, estão a criação de metodologias de capacitação e o desenvolvimento de estratégias de supervisão.
Organização do sistema e ciclo operacional
Paralelamente, o Estado estruturará o SIVI-SC com um regimento interno e um Comitê de Governança para aprimorar o funcionamento do sistema. No dia a dia, as equipes seguirão um fluxo operacional definido.
Primeiro, o sistema realiza o recebimento e a validação de alertas. Em seguida, as equipes são acionadas para atender a ocorrência. Depois, os agentes fazem a abordagem e identificação no local. Na sequência, confirmam a identidade do indivíduo e realizam o encaminhamento necessário. Por fim, registram e auditam todo o processo.
Expansão do videomonitoramento em SC
Nos últimos anos, Santa Catarina ampliou o uso da tecnologia para identificar pessoas com mandados de prisão ou registros de desaparecimento. Em maio de 2025, o governo estadual anunciou um investimento de R$ 35 milhões para adquirir mil câmeras em 60 cidades com mais de 25 mil habitantes.
Projetos em andamento e uso de tecnologia
Em Florianópolis, por exemplo, o sistema conhecido como “muralha digital” já contava com mais de 700 câmeras integradas até novembro de 2025. Ao mesmo tempo, o projeto Bem-Te-Vi — um dos mais antigos do Estado — já soma mais de 5 mil equipamentos distribuídos em diversas cidades.
Próximos passos
Por fim, o novo grupo de trabalho poderá designar equipes técnicas para desenvolver pesquisas e também convidar especialistas para contribuir com as discussões. Com isso, o Estado busca consolidar o uso de tecnologias inteligentes e, consequentemente, reforçar a segurança pública.

